Brotos da castanheira de Anne Frank serão espalhados pelos EUA

Nova York, 17 abr (EFE).- Dez árvores jovens procedentes da castanheira que a menina judia Anne Frank olhava de seu esconderijo em Amsterdã chegarão no final deste ano aos Estados Unidos para servir de lembrança de uma das mais conhecidas vítimas do nazismo, publicou hoje o jornal The New York Times.

EFE |

O Centro Anne Frank dos EUA levará os brotos, de quase um metro de altura, da capital holandesa para dez cidades americanas distintas, nas quais eles serão plantados como "símbolos do crescimento da tolerância", disse ao jornal a diretora da entidade, Yvonne Simmons.

Um dos exemplares pode fazer parte do memorial que se instalará no Marco Zero de Nova York, lembrando os atentados de 11 de setembro de 2001, e outro pode ir para os jardins da Casa Branca, acrescentou.

A castanheira que Frank via de seu esconderijo aparece em várias ocasiões no diário em que a jovem menina judia narrou os dois anos em que passou escondida junto à sua família da perseguição dos nazistas na Holanda ocupada.

A árvore ainda segue de pé em Amsterdã, depois que o clamor internacional impediu que as autoridades municipais a derrubassem em 2007, quando se determinou que uma infecção por fungos deixou-a com risco de desabar sobre as casas de ao seu redor.

Agora ela se encontra escorada por uma estrutura que se espera que a mantenha no lugar por pelo menos mais 15 anos.

Anne Frank recebeu o diário pessoal que a tornaria famosa quando completou 13 anos e escreveu suas últimas páginas aos 15 anos, pouco antes de sua família ser descoberta, em 4 de agosto de 1944, após ser delatada por um holandês colaborador dos nazistas.

A causa mais cogitada para sua morte é que ela morrido de tifo entre fevereiro e abril de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen e seu pai, Otto, único membro da família que sobreviveu, pôde resgatar seu diário de um esconderijo.

O Centro Anne Frank é uma organização com sede em Nova York filiada à conhecida Casa de Anne Frank de Amsterdã, que preserva o legado desta menina transformada em símbolo da luta contra o totalitarismo. EFE jju/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG