A companhia aérea British Airways (BA) anunciou nesta terça-feira ter lançado uma ação na justiça para impedir uma greve de 12 dias durante as festas de fim de ano aprovada segunda-feira pela tripulação.

A BA disse ter escrito ao sindicato pela terceira vez desde sexta-feira para assinalar irregularidades na votação e pedir a retirada do aviso de greve. O sindicato, que já não tinha respondido às duas primeiras cartas, ignorou a terceira da mesma forma.

Diante deste silêncio, a companhia anunciou que recorreu à justiça para impedir a realização da greve.

Segunda-feira, de acordo com o sindicato Unite, mais de 10.000 funcionários da BA votaram em favor da convocação de uma greve para protestar contra as demissões e as condições de trabalho.

A greve começaria no dia 22 e seria encerrada no dia 2 de janeiro.

"Estamos absolutamente determinados a fazer o máximo para proteger nossos clientes desta decisão escandalosa e injustificada da Unite. Não queremos ver um milhão de Natais arruinados", declarou em comunicado o diretor-geral da companhia, Willie Walsh.

Para Walsh, o sindicato "teve uma atitude cínica ao manter contra nossos clientes uma ameaça extrema que talvez não consiga cumprir" devido a "problemas ocorridos na votação de sexta-feira".

O diretor da BA destacou, porém, que a companhia "continua disposta a negociar com o Unite em qualquer momento e sem condição prévia".

Se esta greve se concretizar, será a primeira da tripulação da BA desde 1997.

od/yw

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