Por Keith Weir

LONDRES (Reuters) - Os britânicos começaram nesta quinta-feira a votar na eleição que promete ser a mais acirrada desde 1992. As pesquisas finais publicadas em seis jornais dão ao Partido Conservador uma margem de seis a nove pontos percentuais sobre seus rivais trabalhistas, mas dificilmente a oposição de centro-direita conseguirá formar maioria absoluta no Parlamento.

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Por Keith Weir

LONDRES (Reuters) - Os britânicos começaram nesta quinta-feira a votar na eleição que promete ser a mais acirrada desde 1992. As pesquisas finais publicadas em seis jornais dão ao Partido Conservador uma margem de seis a nove pontos percentuais sobre seus rivais trabalhistas, mas dificilmente a oposição de centro-direita conseguirá formar maioria absoluta no Parlamento.

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Britânicos vão às urnas sob cenário imprevisível

Por Keith Weir

LONDRES (Reuters) - Os britânicos começaram nesta quinta-feira a votar na eleição que promete ser a mais acirrada desde 1992. As pesquisas finais publicadas em seis jornais dão ao Partido Conservador uma margem de seis a nove pontos percentuais sobre seus rivais trabalhistas, mas dificilmente a oposição de centro-direita conseguirá formar maioria absoluta no Parlamento.

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Por Keith Weir

LONDRES (Reuters) - Os britânicos começaram nesta quinta-feira a votar na eleição que promete ser a mais acirrada desde 1992. As pesquisas finais publicadas em seis jornais dão ao Partido Conservador uma margem de seis a nove pontos percentuais sobre seus rivais trabalhistas, mas dificilmente a oposição de centro-direita conseguirá formar maioria absoluta no Parlamento.

Os conservadores passaram anos com vantagem folgada nas pesquisas, sob a liderança do carismático ex-executivo de relações públicas David Cameron. Desde o início do ano, porém, essa margem vem caindo, e nas últimas semanas o cenário ficou ainda mais complexo com a ascensão do centrista Partido Liberal Democrata, impulsionada pelo bom desempenho de seu líder Nick Clegg nos debates televisivos.

O próximo governo assumirá em situação difícil, tendo de manter a ainda frágil recuperação econômica e combater o enorme déficit público, que supera 11 por cento do PIB. Os mercados preferem que algum partido forme maioria absoluta, pois temem um impasse na formação de coalizões, o que poderia retardar medidas econômicas urgentes.

Ao contrário de outros países europeus, a Grã-Bretanha não está habituada a coalizões entre partidos no governo, já que conservadores e trabalhistas costumam ter força suficiente para governarem sozinhos. A última vez em que isso não ocorreu foi em 1974.

A libra esterlina alcançou na quarta-feira sua maior cotação em nove meses frente ao euro, combalido pela crise grega. Mas analistas dizem que os mercados podem voltar suas baterias contra os papéis britânicos, caso o processo político no país se revele longo e complicado.

O Partido Trabalhista, no poder desde 1997, teve certa reação nas últimas pesquisas, e as peculiaridades do sistema eleitoral distrital podem fazer com que o partido seja o terceiro colocado em número total de votos, mas ainda assim forme a maior bancada.

Esse cenário deixaria os liberal-democratas como fiéis da balança, e eles devem aproveitar isso para exigir uma reforma eleitoral que torne o sistema mais proporcional.

Clegg tem dito que será difícil fazer um acordo com Brown se os trabalhistas ficarem em terceiro lugar, mas não descarta colaborar com outro líder trabalhista, ou com os conservadores.

Os "lib-dems" compartilham com os trabalhistas a ideia de que não pode haver cortes drásticos nos gastos públicos até que a recuperação econômica esteja sólida. Além disso, os trabalhistas se mostram mais abertos à reforma eleitoral do que os conservadores.

Os conservadores prometem reduzir o déficit com mais fúria e velocidade do que os trabalhistas, e melhorar a administração pública de modo a poupar 6 bilhões de libras (9 bilhões de dólares) neste ano.

As últimas pesquisas dos institutos Populus, para o jornal The Times, e ComRes, para ITV News/Independent, dão 37 por cento das intenções de voto para os conservadores e 28 por cento para os trabalhistas. Em quatro das pesquisas finais os "lib-dems" caíram para quarto lugar.

(Reportagem adicional de Caroline Copley)

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