Britânicos em greve contra funcionários estrangeiros

As greves no Reino Unido para protestar pela contratação de trabalhadores estrangeiros ao invés de britânicos prosseguem nesta terça-feira, apesar das advertências do governo de que as paralisações se parecem com uma política de xenofobia.

AFP |

As greves começaram na semana passada em várias usinas de energia para protestar contra a contratação de 300 trabalhadores italianos e portugueses em um projeto de construção na refinaria de Lindsey, leste da Inglaterra, que é administrada pela francesa Total.

Centenas de grevistas da refinaria prometeram seguir com a paralisação contra a decisão da Total de contratar uma força de trabalho toda no exterior, ao invés de empregados britânicos.

Em outras fábricas industriais do país, centenas de trabalhadores também declararam greve, em solidariedade aos funcionários de Lindsey.

O ministro britânico das Empresas, Lord Mandelson, afirmou não acreditar que a Total tenha violado a legislação britânica e garantiu que o governo "está determinado a fazer respeitar os direitos dos trabalhadores".

"Devemos nos manter firmemente centrados não na política de xenofobia e sim na economia da recessão", advertiu.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, condenou na segunda-feira as greves, por considerar as mesmas "indefensáveis".

burs/fp

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