Britânicos desenvolvem teste barato para câncer de mama

Mulheres com tendência hereditária a desenvolver câncer de mama poderão contar, em breve, com um teste que custará apenas 10 libras esterlinas (cerca de R$ 32), de acordo com um especialista britânico. Segundo Graham Taylor, Chefe de Serviços Genômicos do instituto Cancer Research UK, uma nova geração de tecnologias de mapeamento genético pode reduzir os atuais preços de testes em até 99% e deve trazer avanços no diagnóstico genético de males hereditários.

BBC Brasil |

Segundo o Cancer Research UK, o mapeamento do genoma humano, iniciado em 2003, custou aos cofres públicos cerca de 3 bilhões de libras esterlinas (cerca de R$ 9,8 bilhões).

"Os cientistas vêm tentando desvendar a base genética de muitas doenças comuns, tais como diabetes e câncer, analisando os genomas inteiros de milhares de indivíduos de uma vez", explicou Taylor.

"O que nós fizemos foi pegar esta tecnologia e ver se ela pode ser usada para a procura de mudanças genéticas em minúsculas frações do genoma, por exemplo, em um único gene."

Mutação

Estima-se que de 5% a 10% dos casos de câncer de mama sejam hereditários, devido a uma mutação em um ou dois genes conhecidos como ''BRCA1'' e ''BRCA2''.

Em seu estado "normal", estes genes são uma proteção contra o câncer dentro da célula. Mas mulheres portadoras de uma mutação em qualquer destes genes têm até 80% de chance de desenvolver câncer de mama durante sua vida.

Atualmente as mulheres podem se submeter a testes para buscar cópias defeituosas dos dois genes, mas isto envolve um mapeamento genético completo, o que pode levar várias semanas e ter um custo alto.

A próxima geração de tecnologia de mapeamento permite que várias amostras de DNA sejam analisadas de uma vez, fazendo com que centenas de amostras sejam mapeadas em uma semana.

Mas a nova tecnologia não vai dispensar totalmente a já existente, alerta Taylor.

"Nós não sabemos ainda o quão sensível são (as novas tecnologias) quando aplicadas a pequenas regiões mapeadas exaustivamente", disse ele.

"A nova tecnologia poderia ser usada como um meio rápido e fácil de analisar genes individuais, mas até que saibamos melhor o quão preciso ele é, o diagnóstico clínico final ainda exigirá confirmação por métodos tradicionais."

O novo teste ainda está em fase piloto e os primeiros resultados estão previstos para meados do ano que vem.

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