Londres, 5 ago (EFE).- Um acordo secreto entre Londres e o Exército Mehdi impediu que as forças britânicas fossem rapidamente em auxílio de seus aliados americanos e iraquianos durante o confronto em Basra no final de abril, informa hoje o jornal The Times.

Quatro mil soldados do Reino Unido, incluindo toda uma brigada mecanizada, se limitaram a acompanhar a batalha a partir da barreira, devido a esse acordo com o clérigo radical Moqtada al-Sadr, denunciaram oficiais americanos e iraquianos que participaram daquela operação.

Os Estados Unidos tiveram que enviar precipitadamente marines e outros soldados para cobrir o buraco deixado pelos britânicos, e os americanos tiveram que fazer frente ao fogo de morteiro, assim como aos disparos de mísseis e as bombas colocadas pelas milícias iraquianas.

Fontes do Ministério da Defesa britânico disseram ao "Times" que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, que ordenou o ataque contra as milícias de Sadr, assim como os chefes militares americanos, não escondem sua decepção pelo comportamento dos britânicos.

Londres nunca confirmou a existência desse acordo com Sadr e algumas fontes negam que a demora britânica em enviar tropas em auxílio de seus aliados fosse devido ao suposto pacto secreto.

Segundo um porta-voz do Ministério da Defesa, se foram enviados imediatamente reforços britânicos, foi porque não havia na cidade de Basra naquele momento "a estrutura" necessária. EFE jr/an

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