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Britânico inocentado diz que maus hábitos o condenaram

O britânico condenado erroneamente por matar a apresentadora da BBC Jill Dando, disse a um jornal britânico neste domingo que seu comportamento com mulheres no passado alimentou suspeitas da polícia. Em entrevista ao News of the World, Barry George, de 48 anos, solto na sexta-feira após passar oito anos na prisão, disse que não poderia ter matado Dando porque na época do assassinato, em 1999, estava seguindo outra mulher.

BBC Brasil |

Durante a investigação da polícia nas três semanas que antecederam sua prisão, em 2000, George foi visto abordando 38 mulheres perto de sua casa, em um bairro nobre de Londres.

Durante as investidas, o homem tentava puxar assunto com as mulheres. A polícia encontrou em seu apartamento 2.248 fotografias que o britânico teria feito das mulheres que perseguia.

"Eu sei que agi mal no passado e se pudesse voltar no tempo e mudar isso, eu faria", disse ele ao jornal britânico.

Mudança de personalidade
Em entrevista ao Sunday Mirror, o britânico disse que ter passado oito anos na prisão mudou sua personalidade.

"Eu não vou mais seguir mulheres, eu sei que isso é errado", disse ele ao jornal britânico.

Barry George ainda afirmou não acreditar que a polícia consiga capturar o verdadeiro assassino.

"Para ser franco e prático, eu acho que eles nunca vão encontrar quem cometeu o crime", disse ele em entrevista ao canal de TV Sky News.

Condenação
Barry George foi condenado à prisão perpétua em 2001, acusado de matar a apresentadora com um tiro na entrada de sua casa.

Resquícios de pólvora encontrados em um de seus casacos foram uma peça chave da promotoria na época do julgamento.

Mas em 2007, uma Corte de Apelação levantou dúvidas sobre a procedência da evidência e um novo julgamento foi realizado.

Na semana passada, os jurados concluíram que os resíduos de pólvora "teriam vindo de uma arma que não pertencia ao réu".

George afirmou neste domingo ao Sunday Mirror que a pólvora teria vindo de policiais armados que entraram em seu apartamento.

"Eu tenho fotos que mostram policiais com armas no meu apartamento. Foi assim que a pólvora entrou lá", disse ele.

A Scotland negou a presença de oficiais armados no apartamento de George, mas prometeu investigar.

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