Britânico é detido por vender detectores de bombas que não funcionam

Londres, 23 jan (EFE).- O empresário britânico que vendeu supostos detectores de bombas que não funcionam a cerca de 20 países, entre eles o Iraque, foi detido sob suspeita de fraude, confirmou hoje a Polícia de Somerset e Devon, no oeste da Inglaterra.

EFE |

Jim McCormick, que permanecerá em liberdade condicional enquanto prosseguem as investigações, foi detido por causa de um programa televisivo da "BBC" emitido ontem à noite, que mostrava que o aparelho que comercializava - chamado ADE-651 - é totalmente ineficaz.

Paralelamente, o ministro de Negócios britânico, Peter Mandelson, proibiu as exportações do aparelho ao Iraque e ao Afeganistão, países sobre os quais pode atuar, porque há no local tropas do Reino Unido.

O programa da rede pública britânica revelou na sexta-feira que o ADE-651, vendido por McCormick através de uma empresa com sede em Somerset, é uma fraude.

A qualidade do produto começou a despertar suspeitas após uma recente onda de atentados no Iraque, país ao qual foram vendidos milhares de exemplares, no valor de US$ 85 milhões.

As autoridades iraquianas, que abriram uma investigação, e as vítimas dos ataques se perguntaram como os terroristas conseguiram passar sem serem detectados por todos os controles de segurança.

O ADE-651, que nunca foi submetido a testes científicos, é manipulado com as mãos, funciona sem pilhas e com uma pequena antena, como algo parecido com um buscador de água, explicou a "BBC".

A antena é conectada a uma caixa preta que, segundo o fabricante, contém um cartão de detecção de substâncias explosivas.

No entanto, o programa de TV levou alguns exemplares a um laboratório da Universidade de Cambridge para que examinasse os cartões, e os especialistas, que só acharam uma espécie de dispositivo antirroubo barato, concluíram que era "impossível" que detectassem alguma coisa. EFE jm/an

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