Britânico é considerado culpado de trama para derrubar aviões

Um jovem muçulmano britânico foi considerado culpado nesta quarta-feira de envolvimento no plano para atacar aviões transatlânticos de passageiros no caso que levou, em 2006, ao aumento das restrições de embarque com líquidos em vários aeroportos internacionais. Adam Khatib, de 22 anos, deve receber a sentença na quinta-feira.

BBC Brasil |

A Justiça britânica afirmou que a trama pretendia abater pelo menos sete aviões simultaneamente, matando milhares de pessoas.

O líder do grupo, Abdulah Ahmed Ali, de 28 anos, foi condenado, em setembro, a 40 anos de prisão.

A polícia afirma que Khatib poderia não saber de todos os detalhes da trama, mas tinha conhecimento pelo menos de que os demais participantes planejavam assassinatos.

Dois outros homens foram considerados culpados de crimes menores.

Restrições
A promotoria afirmou que Khatib ficou fascinado pelo islamismo radical na adolescência e na escola, costuma assinar seus trabalhos como Adam Osama Bin Lade, preocupando seus professores.

Ele e Ali passaram algum tempo juntos no Paquistão em 2005, na mesma época em que outro envolvido na trama, Assad Sarwar, também estava no país. Sarwar admitiu ter aprendido a fazer bombas no Paquistão e cumpre sentença de prisão perpétua.

A função de Khatib era pesquisar as substâncias explosivas que Ali planejava usar na trama. Desde que foi preso, há três anos, ele nega as acusações ou que seja simpático ao islã radical, tendo inclusive recusado uma cópia do Alcorão.

Mas a polícia afirma que ele vem tentando disfarçar suas reais opiniões. Na casa dele foram encontrados vídeos-testamentos de outros militantes islâmicos, inclusive de um dos envolvidos nos ataques de 11 de setembro de 2001.

À época de sua descoberta, em agosto de 2006, a trama foi descrita pelo diretor do serviço de Inteligência Nacional, John Negroponte, como "similar aos ataques de 11 de setembro".

A descoberta causou grandes interrupções no aeroporto de Heathrow, em Londres e levou à adoção de restrições no transporte de líquidos por passageiros, em vigor até hoje.

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