Um britânico de 19 anos foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão por incitar uma mulher americana, mãe de quatro filhos, a cometer abuso sexual contra o próprio filho.

Nicholas Wilde foi preso no dia 11 de junho de 2009, depois de uma investigação conjunta da polícia de West Midlands, condado do centro-oeste da Grã-Bretanha, e da polícia do Estado americano do Maine, de onde é a mulher americana que abusou do próprio filho.

Além de admitir incitação ao ataque sexual contra uma criança de menos de 13 anos, Wilde admitiu a produção e distribuição de imagens indecentes.

De acordo com promotores da Justiça de Wolverhampton, Wilde usava uma webcam para dirigir e assistir as cenas de abuso.

A mulher de 30 anos, que mora na região de Mars Hill, no Maine, foi presa também em junho de acordo com o jornal local Bangor Daily News.

Julie Carr, mãe de quatro filhos, transmitia as imagens ao vivo para Wilde, via webcam. Ela foi presa e seus filhos, com idades entre 18 meses e cinco anos, foram colocados sob custódia do Estado, segundo o jornal.

Pornografia grave

Wilde foi preso em junho de 2009 quando enviou imagens de abuso sexual para uma adolescente de 16 anos com quem ele conversava em uma sala de bate-papo na internet. A menina contou o que ocorreu para a mãe, que chamou a polícia.

Um pen drive que foi apreendido pela polícia de West Midlands na casa de Wilde continha as imagens da mulher do Maine cometendo o abuso contra um de seus filhos, seguindo as instruções de Wilde.

Além deste arquivo, a polícia também encontrou uma coleção de fotografias contendo graves atos de pornografia infantil, envolvendo crianças de até 18 meses.

"Foi totalmente para o seu benefício, sob a sua direção, para a gratificação sexual de Nicholas Wilde", afirmou a juíza Hilary Watson, ao anunciar a sentença.

Além da pena de quatro anos e oito meses de prisão, Wilde, que sofre da Síndrome de Asperger, foi registrado como criminoso sexual e foi proibido de trabalhar com crianças para o resto da vida.

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