Britânica recorre à Justiça pelo direito à eutanásia

Londres, 11 jun (EFE) - Uma britânica que sofre de esclerose múltipla ganhou o direito de entrar com um recurso no Tribunal Superior de Justiça do Reino Unido para forçar a Promotoria a especificar em quais circunstâncias alguém pode ser processado por ajudar um de seus parentes a morrer.

EFE |

Debby Purdy, de 45 anos, quer que seu marido a acompanhe a uma clínica na Suíça da associação de assistência ao suicídio Dignitas para colocar fim à sua vida, mas teme que ele, Omar Puente, de origem cubana, seja detido e julgado quando voltar ao Reino Unido.

O suicídio assistido é atualmente considerado crime no Reino Unido, mesmo que ocorra em um país onde é legal, e é punido com até 14 anos de prisão.

No entanto, nenhum dos parentes dos 92 britânicos que colocaram fim à sua vida em instalações da Dignitas foi processado quando voltou ao Reino Unido.

Em uma audiência no Tribunal Superior de Justiça, os juízes David Latham e Robert Nelson aprovaram a realização de um processo sobre o caso.

Purdy, que foi diagnosticada com esclerose múltipla em 1995, não pode andar e está perdendo gradualmente a força da parte superior do corpo.

"Estou admirada pelo fato de os tribunais terem decidido revisar oficialmente a lei que se aplica a meu caso", disse a mulher, cujo processo deve começar a ser julgado a partir de outubro. EFE ep/db

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