Britânica é condenada por provocar morte de bebê com antidepressivos

Uma mulher britânica foi condenada a seis anos de prisão por ter provocado a morte de seu filho, de 1 ano e 9 meses, ao fazê-lo ingerir pequenas doses diárias de medicamentos antidepressivos para que ele parasse de chorar e dormisse.

BBC Brasil |

Laura-Jane Vestuto, de 28 anos, esmagava os comprimidos que haviam sido prescritos para ela e os colocava no leite ou no suco da criança.

Mas, segundo a promotoria no julgamento, o medicamento se acumulou no organismo do bebê porque ele era incapaz de digeri-lo. Em 2007, o menino, Renzo, acordou com dificuldades para respirar e acabou morrendo.

'Egoísta'

No julgamento, realizado em Londres, Vestuto se declarou culpada da acusação de ter provocado ou permitido a morte da criança.

"Em vez de lidar com a responsabilidade diária de ser mãe, cuidando e dando amor a seu filho, você entrou deliberadamente por um caminho de dar a ele medicamentos para adultos, sabendo que era errado e arriscado", disse a ela o juiz Peter Thornton.

"Você deu remédios a ele por motivos puramente egoístas, pensando apenas em você mesma", completou.

Ainda segundo o juiz, Vestuto não deu sinais de emoção quando o filho foi dado como morto, pouco depois de dar entrada em um hospital.

Nos meses anteriores à morte de Renzo, alegando dores nas costas, a mãe havia recebido sete receitas médicas para o medicamento amitriptilina, que ela acabou não consumindo.

Exames mostraram que o organismo do menino apresentava dez vezes mais amitriptilina que a dosagem normal recomendada para um adulto. Traços de outros remédios, como analgésicos, também foram encontrados.

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