Brigada Militar localiza corpo de vice-prefeito de Agudo (RS)

(Atualiza com localização de mais dois corpos). Rio de Janeiro, 7 jan (EFE).- A Brigada Militar do Rio Grande do Sul localizou hoje os corpos de três das cinco pessoas desaparecidas na terça-feira, quando a cheia do rio Jacuí, causada pelas fortes chuvas, derrubou uma ponte de quase 300 metros.

EFE |

Um dos corpos encontrados é o do vice-prefeito da cidade de Agudo, Hilberto Boeck, de 55 anos.

O corpo de Renato Camargo, o primeiro localizado, foi encontrado flutuando em uma plantação de arroz inundada pelo rio Jacuí e próxima ao local onde caiu a ponte, segundo o comando da Polícia gaúcha.

Camargo foi identificado por seus familiares, segundo os quais ele observava a cheia do rio de cima da ponte quando a estrutura desabou, disse o comandante da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, coronel João Carlos Trindade.

Mais tarde, foram encontrados os corpos de Boeck e o de uma mulher identificada como Lori Dumke, de 56 anos.

Ainda continuam desaparecidos a filha de Lori, Denizi Dumke, e o namorado desta, Nelo dos Santos, de 29 anos, informou a Brigada Militar.

A ponte derrubada pela enchente tinha 300 metros de comprimento e ligava os municípios gaúchos de Agudo e Restinga Seca.

Cerca de 100 metros da estrutura caíram no rio quando várias pessoas se aglomeravam no local para observar a enchente.

No mesmo dia do acidente, a Polícia conseguiu resgatar com vida oito pessoas que estavam na ponte.

Embora os bombeiros buscassem oficialmente apenas cinco desaparecidos, Trindade admite que o número de vítimas pode ser maior porque, segundo testemunhas, entre 20 e 25 pessoas estavam na ponte no momento da queda.

As buscas estão sendo feitas por cerca de 60 policiais e bombeiros com a ajuda de helicópteros.

Os mergulhadores que ajudavam nas buscas não puderam entrar hoje no rio devido ao aumento do volume e pelo fato de a água estar muito turva.

"O trabalho dos mergulhadores é praticamente impossível. O rio é muito grande e eles não conseguem ver nada", disse Trindade.

Os trabalhos de busca ocorrem com grandes dificuldades devido ao elevado nível das águas, à força da correnteza e à grande quantidade de terra arrastada pelo rio. EFE mp/bba

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