Briga de monges gera caos na Basílica do Santo Sepulcro

Uma grande briga causou tumulto em um dos locais mais sagrados de Jerusalém, a Basílica do Santo Sepulcro, local onde, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo foi crucificado e sepultado. A polícia israelense teve que intervir para separar monges da Igreja Ortodoxa Grega e monges armênios que trocavam socos e atiravam objetos uns nos outros.

BBC Brasil |

Fiéis que estavam na basílica também trocaram chutes e socos. Dois monges de cada lado foram detidos segundo a polícia.

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Briga foi em um dos lugares mais sagrados de Jerusalém 

O problema ocorreu quando os monges armênios se preparavam para celebrar o Festival, da Cruz, que ocorre anualmente e comemora a descoberta da cruz que teria sido usada para crucificar Jesus.

Os gregos afirmam que os armênios não reconhecem seus direitos dentro do local sagrado. Já os armênios afirmam que os gregos desrespeitaram uma de suas cerimônias tradicionais.

Tumba

Um clérigo armênio afirmou que os gregos tentaram colocar um de seus monges dentro da Edícula, uma estrutura antiga que encerraria a tumba de Jesus.

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A polícia de Israel teve que intervir no conflito

"O que está acontecendo aqui é uma violação do estado das coisas. Os gregos tentaram muitas vezes colocar um monge dentro da tumba, mas eles não têm o direito de fazer isso quando os armênios estão celebrando o festival", afirmou.

"Nós protestamos de forma pacífica, ficamos aqui, no meio, e afirmamos que não iríamos deixar a procissão ser encerrada a não ser que eles deixassem nosso guardião entrar. Isto não aconteceu, e, naquele momento, a polícia interferiu", afirmou um clérigo grego.

Os peregrinos que estavam na basílica viram os monges, com suas vestimentas tradicionais, brigando e derrubando objetos de decoração da igreja e tapeçarias antigas.

Seis correntes da religião cristã, inclusive a católica romana, administram juntas a antiga basílica. Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Wyre Davies, os confrontos entre estas correntes são comuns, mas raramente se chega a este nível de violência.

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