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BRICs são definidos por diferenças , diz Financial Times

O bloco dos BRICs representa um quarteto definido pelas diferenças, segundo análise publicada nesta terça-feira pelo diário britânico Financial Times. Eles (os BRICs) tem peso e potencial, mas poucas outras coisas unem o bloco, diz o jornal.

BBC Brasil |

Segundo o artigo, o bloco - que se reúne hoje formalmente pela primeira vez na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia - é, provavelmente, o primeiro grupo multilateral criado por analistas de um banco de investimento e sua equipe de vendas.

Em 2001, o economista chefe do Banco Goldman Sachs, Jim O'Neill, criou a sigla BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China - para descrever os maiores países em desenvolvimento e explicar como sua importância iria aumentar no cenário mundial e até dominar a economia global.

"O crescimento das economias dos BRICs é demonstrado pelo fato de sua participação da riqueza global ter dobrado de tamanho: mais de 15% em 2008, em comparação com 7,5% uma década antes, em câmbio de mercado", diz o FT.

"Mas é discutível se os BRICS têm algo mais em comum do que seu tamanho e seu potencial econômico. As estruturas das quatro economias são muito diferentes, com o Brasil se especializando em agricultura, a Rússia em commodities, a Índia em serviços e a China em manufatura. Sua experiência com a recessão global também é bastante variada."

O FT afirma que o que une os quatro países é o desejo de que os Estados Unidos não sejam tão dominantes na economia mundial, mas de acordo com a análise, são as tensões dentro do próprio bloco que devem impedir que grandes acordos sejam fechados durante a cúpula.

'South China Monring Post'

Nessa mesma linha, o jornal chinês South China Morning Post, diz que "construir um bloco é mais difícil do que inventar os BRICs".

Segundo o jornal, a criação do grupo agradou investidores e os líderes dos países incluídos no bloco, "seduzidos pela noção de que eles poderiam se unir e usar seu peso econômico coletivo para dar nova forma ao sistema financeiro, à sua própria imagem".

Mas, de acordo como South China Morning Post, por conta da diferença de interesses entre os países, a cúpula não deve trazer grandes resultados concretos.

O New York Times também destaca o encontro dos BRICs, afirmando que o que os une é sua "frustração com o status do dólar como moeda das reservas mundiais", que permitiria a Washington ter déficits orçamentários sem se preocupar com as consequências sofridas por outros países.

Para o NYT, no entanto, cada país tem uma economia diferente e está num estágio diferente, o que dificultaria chegar a um denominador comum.

Segundo o jornal, as diferentes relações de cada um dos países dos BRICs com os Estados Unidos e a falta de relação entre eles também complicaria as tentativas de união entre Brasil, Rússia, Índia e China.

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