BRICs fixam meta de cotas para emergentes no FMI e no Bird

Os ministros da Economia dos BRICs (bloco composto pelos emergentes Brasil, Rússia, Índia e China) definiram nesta sexta-feira uma meta para aumentar a participação dos países em desenvolvimento em duas das principais instituições financeiras internacionais, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Bird (Banco Mundial). Em um comunicado divulgado após uma reunião dos ministros em Londres, eles propõem aumentar a participação dos emergentes em cerca de sete pontos percentuais no FMI e seis no Banco Mundial.

BBC Brasil |

"Isso faria com que a participação geral dos mercados emergentes e países em desenvolvimento no FMI e no Banco Mundial correspondesse aproximadamente à sua participação no PIB mundial", afirma o comunicado de 16 pontos.

A reunião dos ministros dos BRICs antecede o encontro de ministros da Economia dos países do G20, marcada para sábado em Londres. Neste encontro, os ministros definirão alguns temas que serão debatidos na cúpula de chefes de Estado do G20, que acontecerá no fim do mês em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Um dos itens em discussão no G20 é a reforma do FMI e do Banco Mundial para aumentar a participação dos países emergentes.

Seleção aberta
Atualmente, Brasil, Rússia, China e Índia possuem, em conjunto, 10% das cotas no FMI. Os Estados Unidos, o país com o maior número de cotas, possui 17,1%.

Na última reunião do G20, realizada em Londres em abril, os países dos BRICs conseguiram um compromisso dos líderes para antecipar a reforma de cotas do FMI de 2013 para janeiro de 2011.

No comunicado divulgado nesta sexta-feira, os ministros dos BRICs disseram que apoiam as medida de fortalecimento do FMI, definidas pelo G20 em abril.

"Nós estamos conjuntamente contribuindo com US$ 80 bilhões para suplementar os recursos do FMI", afirma a nota.

Os ministros também se manifestaram sobre o processo de escolha dos diretores do FMI e do Banco Mundial. Desde a sua criação, em 1944, há uma tradição entre os governos das economias avançadas - que possuem maioria - de eleger um europeu para o FMI e um americano para o Banco Mundial.

"Nós reiteramos nosso apoio por um sistema de seleção aberto e baseado em méritos para administração do FMI e do Banco Mundial", diz o comunicado. "O próximo diretor geral do FMI e o próximo presidente do Banco Mundial deveriam ser eleitos assim, independente das suas nacionalidades ou de qualquer preferência geográfica."
Sobre a crise econômica mundial, os ministros disseram que é cedo demais para se declarar o seu fim. Eles se comprometeram a encomendar uma pesquisa sobre o futuro da economia mundial e o papel dos BRICs nele.

Os ministros também defenderam o G20 como fórum de debates entre os países sobre a crise econômica mundial e condenaram o protecionismo.

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