Bric conclui cúpula pedindo nova ordem mundial e condenando terrorismo

Brasília, 15 abr (EFE).- Brasil, China, Índia e Rússia, membros do grupo Bric, pediram hoje uma nova ordem mundial, mais justa e democrática, e condenaram de forma taxativa o terrorismo em todas as formas, na conclusão de sua segunda cúpula, realizada em Brasília.

EFE |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que, na reunião realizada hoje, "foi dado um passo fundamental para consolidar a sociedade" nascida entre as quatro economias emergentes mais importantes do planeta.

"O Bric tem um papel fundamental na construção de uma nova ordem internacional mais justa, democrática e segura", afirmou Lula junto aos líderes da China, Hu Jintao; Rússia, Dmitri Medvedev; e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Segundo Hu Jintao, o Bric se propôs a "intensificar o comércio" entre seus membros, que no ano passado chegou a US$ 51,7 bilhões, e "promover uma firme retomada do crescimento da economia mundial".

Singh considerou que o aumento da cooperação e o comércio entre Brasil, Índia, China e Rússia "foi e será melhor para todo o mundo", pois permitirá impulsionar a recuperação da economia mundial após a crise que explodiu em 2008.

"O Bric não nasceu de uma crise, mas as crises deram uma nova relevância" ao grupo, sustentou o primeiro-ministro da Índia, que lembrou que os quatro membros deste fórum também fazem parte do Grupo dos Vinte (G20) financeiro.

Os quatro países do Bric representam 42% da população mundial e 26% do território, e somaram no ano passado 23,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, segundo dados do próprio grupo.

Medvedev afirmou que durante a reunião realizada nesta quinta-feira em Brasília também foi discutida a necessidade de abordar no Bric outros assuntos da agenda global, como "o terrorismo, o crime organizado e o tráfico de drogas".

Nesse sentido, Lula assegurou que Brasil, Rússia, Índia e China estão "irmanados" na condenação ao terrorismo em todas suas formas, assim como no combate à violência política.

A cúpula do grupo Bric, que coincidiu com a do Fórum de Diálogo Ibas (Brasil, Índia e África do Sul), devia acontecer na sexta, mas foi adiantada, pois Hu Jintao decidiu antecipar seu retorno à China devido ao terremoto que atingiu a região de Qinghai e causou mais de 600 mortes.

Os líderes dos países do Bric expressaram sua solidariedade a Hu Jintao, que se referiu ao terremoto como uma "grande calamidade que causou grandes perdas". EFE ed/fm

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