Brasília e Madri querem polícia espanhola e brasileira trabalhando juntas

A possibilidade de policiais brasileiros e espanhóis colaborarem juntos nos setores de controle da migração é uma das principais medidas estabelecidas nesta terça-feira por Brasília e Madri, após a crise envolvendo cidadãos de ambos os países barrados nos aeroportos de lado a lado nas últimas semanas.

AFP |

"Prevê-se a possibilidade de cooperação 'in situ' entre policiais de ambos os países", informou nesta terça-feira um comunicado conjunto de Brasil e Espanha após a reunião em Madri realizada entre a subsecretária espanhola de Assuntos Exteriores, María Jesús Figa, e o subsecretário-geral para as comunidades brasileiras no Exterior, Oto Agripino Maia.

Ambos os governos também decidiram estabelecer uma "linha direta" entre as autoridades consulares de ambos os países em assuntos de fronteira, assim como trocar informações referentes aos requisitos legais de entrada em ambos os países "procurando a máxima difusão dessas regras para todas as instituições e agentes envolvidos", segundo o comunicado.

Figa e Maia, que saudaram "o alto grau de entendimento e confiança manifestado nesta reunião", decidiram continuar realizando encontros periódicos das autoridades migratórias e de Assuntos Exteriores de ambos os países.

A crise entre os dois países começou no dia 6 de março, quando o Brasil denunciou o crescente número de brasileiros que tiveram sua entrada negada nos aeroportos espanhóis e ameaçou com medidas de "reciprocidade", o que cumpriu 10 dias depois.

Desde o início do ano, o Brasil impediu a entrada de vinte espanhóis nos aeroportos brasileiros, de acordo com dados da polícia brasileira, ao exigir deles os mesmos requisitos impostos por Madri.

Já do lado europeu, 1.027 brasileiros não puderam entrar na Espanha este ano, um terço do total de 2007, segundo as mesmas fontes.

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