Brasileiros usam blogs para relatar situação no Haiti

SÃO PAULO - Com a dificuldade de se comunicar por telefone, brasileiros que estão no Haiti utilizam a internet para relatar a situação do país, atingido por um forte terremoto na terça-feira.

Luísa Pécora, iG São Paulo |


Sete alunos e um professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que estão no Haiti fazendo uma pesquisa de campo publicaram um post em seu blog  afirmando que todos estão bem.

"Todos os integrantes estão agora no centro de Porto Príncipe, juntos e sem nenhum arranhão", diz o texto. "Estamos nos preparando para ajudar na remoção de escombros ou qualquer outra forma possível."

O grupo da Unicamp, composto pelo professor Omar Ribeiro Thomaz, uma aluna de mestrado e seis de graduação, partiu para o Haiti no dia 31 de dezembro. O objetivo da viagem era treinar os estudantes em situações de conflito e pós-conflito.

Outro blog , mantido por policiais brasileiros em missões de paz da ONU, também está acompanhando a situação no Haiti e publicando informações sobre o estado de saúde de oficiais que estavam no país no momento do terremoto.

O último post, publicado às 11h50 desta quarta-feira, afirma que um policial militar brasileiro não foi localizado. "O sistema de comunicação ainda está muito ruim e aguardamos qualquer informação", diz o texto. "Os outros policiais militares foram encontrados, estão bem, trabalhando e prestando assistência às vítimas".

Terremoto devastador

O forte terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti na tarde da última terça-feira foi o tremor mais forte a afetar o país nos últimos 200 anos. Em um espaço de um minuto, o terremoto destruiu diversos edifícios e interrompeu os serviços de energia e telefonia do país. Estima-se que centenas de pessoas tenham morrido, mas dados oficiais ainda não foram divulgados.


Palácio presidencial não resistiu ao terremoto e desabou / EFE

O terremoto provocou o desabamento do palácio presidencial, de favelas da capital, Porto Príncipe, e centenas de edificações na região. Um prédio de cinco andares usado pela Organização das Nações Unidas (ONU) também desabou na terça-feira por conta do tremor.

O embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, disse que as sedes do palácio presidencial, da Receita Federal, do Ministério do Comércio e do Ministério das Relações Exteriores sofreram danos provocados pelo tremor, mas que o aeroporto da capital estava intacto. Segundo ele, o presidente René Preval escapou ileso do terremoto.

As informações sobre vítimas e danos são divulgadas de forma desorganizada por conta de problemas de comunicação no país. Como país mais pobre das Américas , o Haiti não tem equipamentos suficientes para lidar com esse tipo de desastre.

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