Brasileiros têm dificuldades para antecipar volta do Egito

Segundo Itamaraty, volume de turistas é pequeno e Brasil não planeja enviar avião para retirá-los do país

iG São Paulo |

Turistas brasileiros no Egito enfrentam dificuldades para antecipar a volta para casa, na tentativa de deixar o país que vive uma onda de manifestações desde 25 de janeiro. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, quem já tinha passagem marcada consegue embarcar normalmente, mas remarcar a data da viagem pode depender de muita negociação com as companhias aéreas, cujos voos estão lotados.

O ministério informou que, por enquanto, o Brasil não planeja enviar aviões para retirar os brasileiros do Egito porque poucos manifestaram o desejo de deixar o país. Embora não saiba informar quantos cidadãos procuraram ajuda da embaixada, o Itamaraty afirma que a comunidade brasileira no Egito é pequena: são cerca de 100 residentes na capital, Cairo, a maioria mulheres casadas com egípcios e que possuem dupla nacionalidade.

O Itamaray não soube estimar o número de turistas brasileiros no Cairo, mas disse ter tido notícia de apenas um grupo grande, formado por 25 pessoas, que já conseguiu embarcar. O ministério recomenda que turistas com passagem marcada para daqui a poucos dias esperem pelo momento do embarque no hotel, evitando sair às ruas.

Para os que ainda têm um longo período de permanência no Egito, a recomendação é procurar a Divisão de Assistência Consular, que presta assistência aos brasileiros inclusive na remarcação de passagens.

Como os serviços de telefonia e telefone estão instáveis no Cairo, familiares dos turistas podem entrar em contato com a assistência consular aqui no Brasil pelos telefones (61) 3411-9718, 3411-8804 e 3411-8808, ou pelo email dac@itamaraty.gov.br

Confusão no aeroporto

Nesta segunda-feira, milhares de turistas estrangeiros lotam o principal aeroporto do Cairo na tentativa de voltar para casa. Algumas companhias aéreas estão com falta de funcionários, pois muitos não conseguiram chegar ao trabalho por causa do toque de recolher e por problemas no trânsito.

Os protestos levaram países como Dinamarca, Alemanha, Austrália, Indonésia, Tailândia, Portugal, China, Índia, Israel, Rússia e Canadá a enviarem aviões para retirar seus cidadãos do Cairo.

Nesta segunda-feira, um avião militar americano levou 48 funcionários diplomáticos e seus parentes de volta aos Estados Unidos. Outro avião deve ser enviado para retirar mais 180 cidadãos do país, mas uma autoridade do Departamento de Estado afirmou que serão necessários vários dias para retirar milhares de americanos.

O governo japonês fretará aviões a partir desta segunda-feira para retirar seus cidadãos do Egito. Cerca de 1.600 japoneses, entre residentes e turistas, estão no país. No início da noite de domingo, 335 japoneses que esperavam no aeroporto do Cairo embarcaram em direção a Tóquio em uma aeronave da EgyptAir. Outros 300 ainda esperavam por voos no aeroporto.

Grandes empresas sul-coreanas como Samsung, LG e Hyundai começaram a retirar seus funcionários no Egito nesta segunda-feira. A companhia aérea Korean Air modificou os horários de seus voos para evitar o toque de recolher no Cairo.

Além disso, empresas como a LG interromperam suas operações, já que um grande número de trabalhadores não consegue chegar ao trabalho por causa dos protestos. Segundo a Agência de Promoção de Comércio e Investimentos da Coreia do Sul (Kotra), as manifestações podem causar um prejuízo total de US$ 156 milhões a nove empresas sul-coreanas.

Com AP

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