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Brasileiros preferem Obama por representar fim da era Bush, diz especialista

Fábio Aguiar Lisboa. Rio de Janeiro, 2 nov (EFE).- O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, conta com a preferência dos brasileiros frente a seu adversário republicano, John McCain, pois uma vitória sua representará o fim da era George W. Bush, diz Cristina Pecequilo, professora de Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp). http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoeseua/2008/11/02/obama_tem_6_pontos_de_vantagem_sobre_mccain_2090982.html target=_topObama tem 6 pontos de vantagem sobre McCain, aponta pesquisa http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoeseua/ target=_topSaiba tudo sobre a corrida à Casa Branca http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoeseua/2008/10/30/entenda_porque_ha_tanta_diferenca_nos_resultados_das_pesquisas_de_opiniao_nos_eua_2087374.html target=_topEntenda por que há tanta diferença nos resultados das pesquisas Direto dos EUA: http://colunistas.ig.com.br/fronteiralivre/ target=_toprepórter do iG acompanha a reta final da disputa

EFE |

"Mundialmente, não apenas no Brasil, Obama é o candidato preferido por representar justamente a mudança e o fim da era Bush. Além disso, o fato de Obama ser jovem e negro - uma novidade na política dos EUA em nível presidencial - desperta ainda mais a atenção. Ou seja, idealiza-se a figura do candidato como um renovador e conciliador", afirma Pecequilo em entrevista à Agência Efe.

Opinião semelhante tem Antonio Jorge Ramalho, professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), para quem o carisma do candidato democrata lhe garante maior aceitação entre a população brasileira. Por outro lado, ele diz que "o brasileiro tende a ver McCain como uma figura excessivamente conservadora".

"Há ainda a percepção de que a eleição de um presidente 'negro' nos EUA implicaria um passo importante para resolver uma injustiça tradicional naquele país", declara o professor da UnB.

No entanto, Ramalho afirma que o Governo do Brasil não compartilha da visão da população e tende a preferir a vitória de McCain, "essencialmente porque os republicanos tendem a ser menos protecionistas e porque têm histórico de agir de modo mais coerente e fiel aos acordos feitos com o Brasil do que os democratas".

"A despeito de a população brasileira ter mais simpatia pelos democratas, os interesses do país se alinham mais com a agenda republicana e é mais fácil lidar com eles", completa.

Essa percepção não é compartilhada por Pecequilo, que afirma que independente do resultado das eleições a tendência é que para o Governo brasileiro o novo ocupante da Casa Branca "manterá um relacionamento de boa qualidade com o país".

"Assim, para o Brasil, oficialmente, ambos os candidatos são vistos como representantes desta tendência", acrescenta.

Entretanto, os dois especialistas concordam em um ponto: os brasileiros acompanham com cada vez mais atenção - desde o pleito de 2000 - a disputa pela Presidência dos EUA.

Segundo Ramalho, isso acontece porque "há mais informação e consciência de que o resultado das eleições americanas trará implicações importantes para o resto do mundo. Para o Brasil, em particular".

"A péssima gestão Bush contribui para que a maior parte da população mundial preste mais atenção nesta eleição, que trará mudanças positivas, qualquer que seja seu resultado. Obviamente, a torcida geral - exceto em países como Israel, China e Geórgia - é a de que a mudança seja mais acentuada", afirma o professor da UnB.

Pecequilo segue a mesma linha e diz que o interesse aumenta "desde 2000, quando a eleição de Bush revelou que a eleição americana para presidente era indireta".

"Isso fez os brasileiros tentarem começar a entender melhor como funciona o sistema", comentou.

"Além disso, existe uma crise econômica em andamento e os brasileiros querem entender quem será o próximo responsável por administrar esse cenário que nos afeta diretamente", encerra a professora da Unesp. EFE fal/fr

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