Brasileiros declaram ter 2 milhões de armas em suas casas

Rio de Janeiro, 9 jan (EFE).- Os brasileiros declararam ter dois milhões de armas em suas casas, segundo um inventário concluído pelo Ministério da Justiça em 2009, mas esse número pode ser ainda maior e as ilegais somariam entre quatro e cinco milhões, informou hoje a imprensa local.

EFE |

O número de armas em mãos de civis foi contabilizado graças ao decreto de 2006 que obrigou os brasileiros a registrar suas armas na Polícia Federal, em um prazo que expirou no dia 31 de dezembro passado.

Segundo as estatísticas divulgadas na sexta-feira pelo Ministério da Justiça e publicadas este sábado pela imprensa, nos quatro anos foram registradas dois milhões de armas, das quais 1,1 milhão apenas em 2009 e cerca de 230 mil nos dois últimos dias do prazo.

Além desses 2 milhões de armas registradas, os brasileiros entregaram nos últimos quatro anos outras 400 mil às autoridades para serem destruídas.

O registro era uma das ferramentas do Estatuto do Desarmamento, legislação que entrou em vigor em 2004 e que impôs grandes restrições à comercialização e ao porte de armas no país.

A legislação estabelece que os brasileiros podem adquirir armas, mas apenas para mantê-las em suas casas, e obrigou todos os cidadãos a registrá-las na Polícia.

As armas que não foram registradas passaram a ser consideradas ilegais a partir de 1º de janeiro deste ano, por isso que qualquer pessoa que seja surpreendida com uma delas poderá ser presa, processada e condenada a penas de entre 1 e 3 anos de prisão.

Apesar disso, o ministro interino de Justiça, Luiz Paulo Barreto, considera que as armas registradas foram muito poucas em relação às que continuam em poder de civis.

"Estados convencidos de que ainda há muitas armas nas casas e nos esforçaremos para que elas sejam entregues. Muitos cidadãos não sabem que estão cometendo um crime por possuir uma arma não registrada em casa", disse Barreto em declarações publicadas na imprensa.

"A única alternativa agora é a devolução", acrescentou.

Barreto assegurou que, apesar dos cálculos de algumas ongs que ainda há entre quatro e cinco milhões de armas ilegais nas mãos da população civil, é muito difícil estabelecer esse número. EFE cm/ma

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