Brasileiro morto na Austrália tinha visto até 2014, diz irmã

Segundo Ana Luisa Laudisio, jovem de 21 anos 'nunca ficou um dia sequer no país em situação irregular'

iG São Paulo |

A irmã do brasileiro Roberto Laudisio Curti, morto pela polícia na Austrália , afirmou que ele tinha visto válido até 2014. Segundo Ana Luisa Laudisio, o jovem de 21 anos "nunca ficou um dia sequer no país em situação irregular", informação confirmada pelo colégio Navitas English, no subúrbio de Sydney, onde ele estudava.

Dúvidas sobre a situação legal do brasileiro foram levantadas após ele ter sido morto por uma arma de eletrochoque disparada por policiais no domingo. Ao iG , a tia de Laudisio afirmou que o jovem tinha cidadania brasileira e italiana, o que impediria qualquer problema com a imigração, já que a Austrália não exige visto para cidadãos da União Europeia.

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As duas irmãs de Roberto concordaram com o pedido das autoridades locais para manter o corpo do estudante na Austrália até que seja esclarecido o que provocou a morte.

Com isso, o corpo só deve chegar ao Brasil daqui a duas semanas . As irmãs do estudante pediram ao cônsul brasileiro em Sydney, André Costa, para manter sigilo sobre o inquérito.

O chefe de polícia do Estado de Nova Gales do Sul, Michael Gallacher, prometeu à família que o Departamento de Homicídios vai trabalhar com todo rigor para esclarecer o caso que é cercado de controvérsias.

Em uma das primeiras reações do alto escalão do governo australiano sobre o caso, o ministro das Relações Exteriores, Bob Carr, enviou condolências aos pais do brasileiro após conversar com o embaixador do Brasil na Austrália. No entanto, o estudante é órfão, e as declarações já estão sendo consideradas como uma gafe pela imprensa australiana.

Nesta quinta-feira, alguns jornais de Sydney afirmaram que Roberto e um outro brasileiro, de nome Patrick, estavam havia duas noites em uma festa e que por causa da agitação de Roberto, Patrick decidiu se separar do amigo. De acordo com a reportagem, os dois chegaram a discutir quando Patrick disse ao amigo que ele estava com um comportamento estranho e paranoico. Após a discussão, o estudante brasileiro teria entrado num táxi com destino a King Street, no centro de Sydney.

Já em outra reportagem, o técnico do clube de futebol do bairro de Balmain, onde o brasileiro jogava, fez elogios a rapaz dizendo que 12 horas antes de morrer Roberto tinha jogado uma partida pelo time e feito um dos gols do jogo.

A ação policial que terminou com a morte do estudante teve início após o furto de um pacote de biscoitos em uma loja de conveniência durante a madrugada. O repórter Marcos Moreira, do serviço brasileiro da emissora de rádio australiana SBS (Special Broadcasting Service), falou com funcionários da loja, que preferiram permanecer sob anonimato.

Um deles disse que não reconheceu Roberto Laudísio Curti como sendo o homem que entrou na loja e roubou um pacote de biscoitos e depois fugiu. As imagens da câmera de vigilância do local estão em poder da polícia de Sydney e até o momento não foram divulgadas.

O estudante estava na Austrália desde o ano passado para visitar a irmã e o cunhado e fazer um curso de inglês numa escola de Bondi Junction, um bairro no sul da cidade.

Com BBC e AE

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