Brasileiro Francisco Costa faz sucesso em N.York com coleção da Calvin Klein

Nova York, 12 set (EFE) - O estilista brasileiro Francisco Costa, que esteve à frente dos modelos apresentados pela Calvin Klein na Semana de Moda de Nova York, foi um dos grandes destaques desta edição da mostra, apostando em linhas geométricas e em muito volume.

EFE |

Em um contexto de crise econômica mundial, ele afirmou que não pensou nestes problemas financeiros ao desenhar suas peças, "porque não se pode ser criativo pensando nisso".

Costa surpreendeu o público de seu desfile com apostas com as quais aprofundou seu amor pelas linhas geométricas e nas quais se destacaram os relevos das peças que compunham a coleção que marcava o 40º aniversário de existência da famosa marca.

Esta coleção "é uma comemoração dessas quatro décadas, porque são desenhos atemporais: poderiam ser dos anos 1980 ou 1990, já que joguei com o volume, a estrutura e o brilho", disse o brasileiro, que afirmou que seus modelos são "uma mistura de tudo isso, mas muito atual".

Costa assegurou também que foi "muito divertido desenhar apostas que jogam com a geometria e as figuras quadradas, mas que tentam desmitificar a matemática com desenhos de formas imperfeitas e imprecisas".

O estilista lembrou ainda a inspiração oriental de peças que foram bastante aplaudidas pelos presentes ao desfile e que lembram em algumas ocasiões o origami, a arte japonesa de dobraduras com papel.

"As peças são muito fáceis de dobrar, já que, seguindo as figuras geométricas, se dobram à perfeição em quadrados, por exemplo", disse ele sobre desenhos aos quais se enfrentou como a "um desafio" e nos quais, como sempre, se destacaram as tonalidades brancas e cruas, mas também surpreendeu com um par de roupas em azul polar.

A coleção de Calvin Klein foi um dos pontos altos da Semana de Moda, que se mostra em cada edição mais aberta às apostas de estilistas internacionais.

A mostra também desperta o interesse de todo o mundo ao exibir as criações de grandes nomes americanos como Michael Kors ou Diane von Furstenberg, assim como Donna Karan e Ralph Lauren, cujos desfiles fecharam hoje a passarela nova-iorquina.

A grande maioria dos estilistas que se apresentaram na Semana de Moda de Nova York apostou para a coleção primavera-verão em uma explosão de cores, como forma de enfrentar a crise.

Muitos se perguntavam há oito dias qual seria o impacto da atual crise econômica na passarela nova-iorquina e, após mais de 100 desfiles, a conclusão mais evidente é que os estilistas, além de tirar o luxo de seus modelos, optaram por investir em cores vivas para levantar o estado de ânimo dos consumidores.

"Para fomentar atitudes positivas, os desenhistas apresentaram em Nova York coleções com muitas cores vivas que, sem perder a sofisticação, tentam oferecer estabilidade nestes tempos de incerteza econômica", assegurou Leatrice Eiseman, diretora do Pantone Color Institute.

A empresa, a cada temporada, oferece um estudo sobre as cores que estão mais na moda.

Segundo esse relatório, as tonalidades que lideram as apostas para a próxima primavera são o azul e o vermelho em tons suaves e com frescor, como o turquesa e o coral, assim como uma grande variedade de verdes, e de alaranjados e amarelos, que se firmam como uma das tendências mais fortes no mundo da moda.

Desde Marc Jacobs a Carolina Herrera, passando por fãs da cor como Custo Barcelona, Betsey Johnson ou Carlos Miele, a maioria de estilistas colocou várias tonalidades vivas nas passarelas de uma edição na qual o espírito feminino voltou a estar presente.

Nesta coleção também se destacaram os modelos simples, confortáveis e com volume. EFE dvg/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG