Madri, 21 ago (EFE).- Um brasileiro está entre os 19 estrangeiros de 11 nacionalidades que morreram na explosão de um avião MD-82 da Spanair, ontem no aeroporto de Barajas, em Madri, em um acidente que custou a vida de 153 pessoas, segundo o Governo da Espanha.

A primeira vice-presidente do Governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, explicou hoje em coletiva de imprensa alguns detalhes das tarefas de identificação dos ocupantes do vôo, que se dirigia a Las Palmas de Gran Canaria.

Segundo Vega, as vítimas estrangeiras são de onze nacionalidades diferentes: Alemanha (5), França (2), Mauritânia, Turquia, Brasil, Indonésia, Bulgária, Itália, Suécia, Colômbia e Gâmbia.

Outras fontes disseram que o brasileiro se chama Ronaldo Gomes Silva e que ele seria casado com uma espanhola.

O Governo espanhol, por meio de seus serviços consulares, já iniciou contato com as famílias destas vítimas, que terão seus corpos repatriados assim que forem identificados.

A vice-presidente anunciou diante da imprensa a criação de um escritório de atendimento às vítimas do acidente aéreo no aeroporto de Barajas, após uma reunião de três horas e meia realizada no Palácio de La Moncloa.

O encontro foi liderado pelo chefe de Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, e contou com a participação dos ministros que chefiam as pastas que trabalham nas tarefas de investigação e atendimento às vítimas do acidente.

Vega ressaltou que a comissão de especialistas independentes que investiga o caso já trabalha com total intensidade e exaustivamente para cumprir "o compromisso" do Governo de chegar até as últimas conclusões.

Apesar do acidente, ela disse que o sistema de controle e de supervisão aérea na Espanha, assim como em toda Europa, é "exigente" e afirmou que a investigação trará "a absoluta certeza dos fatos e das causas" do ocorrido, sempre com a máxima transparência e rigor possíveis.

Vega pôs à disposição dos jornalistas os dados do acidente de que o Governo dispõe: 172 passageiros, dos quais 19 estão internados em seis hospitais de Madri, todos já identificados.

Todos os mortos já foram localizados e submetidos à autópsia, mas a identificação levará mais tempo.

Está previsto que todos os corpos sejam identificados ainda hoje, e para isso trabalham intensamente um juiz e uma equipe de 46 legistas. EFE aag/ab/rr

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