Brasileiro diz que cometeu crimes por estar farto de provocações

O legionário francês de origem brasileira que matou na terça-feira dois companheiros, um soldado togolês e um camponês chadiano em Abeche, leste do Chade, estava farto de sofrer provocações de seus colegas, segundo afirma nesta sexta-feira o jornal chadiano Le Progrès.

AFP |

"Ele disse que cometeu os crimes porque estava sendo ameaçado por seus camaradas. Josafá de Moura da Silva Pereira 'estava farto das provocações dos dois legionários que matou'", assinala a publicação.

O principal jornal do país não diz se chegou a falar diretamente com o brasileiro alistado na Legião Estrangeira francesa ou se as declarações foram feitas a gendarmes.

Segundo o jornal, o legionário "jura não ter visto o soldado togolês" da missão das Nações Unidas (MINURCAT), que também matou no Campo das Estrelas de Abeche (leste).

Segundo este testemunho, citado pelo Le Progrès, o legionário quis comprar um cavalo e um turbante de um camponês chadiano. "Depois de comprar, o camponês teria mudado de idéia, e chegou, segundo ele, a impedir sua passagem".

"Eu estava nervoso, então decidi acabar com ele", teria dito o legionário. "Da Silva Pereira escondeu sua arma Famas (fuzil de assalto utilizado pelos militares franceses) em algum lugar e empreendeu sua volta a Abeche, vestido de civil. Foi detido no momento em que buscava água", conclui Le Progrès.

O legionário, que foi detido na quinta-feira depois de dois dias de fuga, será entregue em breve às autoridades francesas, segundo o regulamento sobre o estatuto dos soldados da força europeia Eufor mobilizada no Chade.

Na terça-feira, vítima de um acesso de loucura, segundo os militares franceses, Josafá de Moura Pereira, de 26 anos, assassinou dois companheiros e depois um soldado togolês d MINURCAT e um camponês chadiano.

Os legionários, um sargento de origem guineana e um legionário de primeira clase de origem romena, faziam parte da Eufor, força europeia de manutenção da paz nesse país da África Central, enquanto que o togolês integrava a MINURCAT 2, a missão das Nações Unidas que substitui os europeus nessa missão.

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