Brasileiro desaparecido no Malauí morreu de hipotermia, diz perícia

BRASÍLIA - O economista carioca Gabriel Buchmann, que desapareceu durante uma escalada da montanha Mulanje, no sul do Malauí, morreu de hipotermia, segundo apontou uma perícia realizada nesta quinta-feira.

Redação com agências internacionais |

De acordo com o Itamaraty, o corpo de Buchmann foi encontrado em uma área que fica a cerca de mil metros abaixo do topo do pico Sapitwa. Ao que tudo indica, o economista não teria suportado as baixas temperaturas do local.

Ainda segundo o Ministério das Relações Exteriores, junto ao corpo do carioca foi encontrada uma câmera fotográfica que continha imagens do topo do pico, o que pode indicar que Buchmann estava fazendo o caminho de volta quando morreu. A última foto contida no aparelho data do dia 19 de julho. O economista estava desaparecido desde o dia 17.

O corpo, que foi localizado na última quarta-feira, foi retirado do local por terra na manhã desta quinta-feira e levado até o hospital de Blantyre, onde foi realizada a necropsia.

Segundo a família do brasileiro, existe a possibilidade de o corpo chegar ao Brasil neste domingo. Como a operação depende da empresa de plano de saúde de Buchmann, os familiares não podem falar em uma data certa.


Gabriel Buchman, em foto de arquivo / AE

O corpo de Gabriel foi achado pela equipe de buscas de terra em um parque de Malauí, no sul do continente, informou o Itamaraty. De acordo com a pasta, as buscas contavam com voluntários escolhidos pela família do economista e por cerca de 20 pessoas ligadas ao Itamaraty.

Ainda não há informações sobre a data do retorno do corpo ao País. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a embaixada do Brasil em Zimbábue vai colaborar com a família com informações sobre a logística do traslado do economista para o Brasil.

Segundo relatos da família, o economista fazia uma viagem pela Ásia, Oriente Médio e África. Ele deveria voltar no dia 28 de julho e depois iria iniciar o doutorado em economia da pobreza na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

O pico Sapitwa é o maior da África Central. Na língua local, seu nome significa "área proibida". Em 2003, uma holandesa de 22 anos também desapareceu na montanha. Ela nunca foi encontrada.

(Com informações da BBC Brasil)

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