Brasileiro de destaque no Haiti recebe homenagem póstuma no Rio

Rio de Janeiro, 21 jan (EFE).- Representantes da ONU e do Governo brasileiro prestaram hoje, no Rio de Janeiro, uma homenagem póstuma ao diplomata Luiz Carlos da Costa, chefe adjunto da Missão de Estabilização da Nações Unidas no Haiti (Minustah) e que morreu no terremoto de 12 de janeiro.

EFE |

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, foi quem representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ato, realizado na sede carioca do Palácio do Itamaraty.

No local mesmo local, acontece o velório de Luiz Carlos, cujo caixão, escoltado pela guarda de honra da Marinha, foi coberto com a bandeira da ONU.

Durante a homenagem, Amorim disse que o subchefe da Minustah simboliza "o caminho para aqueles que desejam fazer o bem ao próximo" e sempre "será lembrado com muito orgulho".

O ministro também se referiu ao colega diplomata, de 60 anos, como "um exemplo" para todos os funcionários da ONU em missões de paz.

Já a subsecretária geral do Departamento de Apoio Logístico da ONU, a argentina Susana Malcorra, avaliou os 41 anos de serviço de Luiz Carlos na ONU, para quem ele trabalhou em missões de paz em países como Kosovo e Libéria.

O diplomata brasileiro foi nomeado chefe adjunto da Minustah em novembro de 2006, pelo então secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Ele morreu no terremoto da semana passada junto com seu superior imediato, o tunisiano Hedi Annabi.

"A esperança de um mundo melhor existe por causa de seres humanos como ele", afirmou Malcorra, segundo quem o povo e o Governo brasileiros "sempre foram muito generosos em seu apoio à obtenção da paz" em regiões do mundo em conflito.

Após a cerimônia oficial, o velório foi aberto aos amigos e ao público em geral.

O corpo do diplomata chegou hoje de manhã no Rio de Janeiro.

Amanhã, ele será levado para Nova York, onde vai ser enterrado no sábado.

Ainda nesta quinta-feira, Lula e oficiais das Forças Armadas homenagearão os 18 capacetes azuis brasileiros que também morreram no terremoto que devastou Porto Príncipe e outras cidades haitianas.

EFE af/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG