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Pequim, 15 mai (EFE).- O brasileiro Luís Freitas é um dos voluntários que trabalham nos últimos dias em Chengdu, capital da província chinesa de Sichuan, coletando água potável, comida, roupas e remédios para entregar às equipes de resgate, que distribuem os mantimentos às vítimas do terremoto na China.

"Há tanta gente atingida que achamos que deveríamos fazer algo para ajudar, enquanto esperamos a retomada de nossas atividades", disse hoje por telefone à Agência Efe o argentino César Ortellado, de 22 anos, professor de espanhol na Universidade de Sichuan.

Ortellado disse que Freitas trabalha em uma empresa na região, e acrescentou que o mexicano Mauricio Bocanegra, professor de espanhol, e a colombiana Rita Martínez também trabalham na ajuda às vítimas.

"As pessoas são muito generosas e decidimos coordenar a coleta de ajuda para enviar às zonas mais afastadas e destruídas", afirmou.

O medo se instalou nos habitantes da capital de Sichuan - com 12 milhões de habitantes - desde o tremor que fez desabar vários edifícios na segunda-feira passada.

"Desde então, ninguém dorme por medo de que se repita. Como as casas estão tremendo, as pessoas se instalam em parques e estádios para passar a noite". EFE pc/an