Brasileiras sequestradas no Egito seguem excursão a Israel

Sara Silvério e Zélia de Mello, libertadas no domingo, passam bem e irão concluir a excursão religiosa ao Oriente Médio

iG São Paulo |

As brasileiras Sara Lima Silvério e Zélia Magalhães de Mello, sequestradas por beduínos no Egito , deixaram o país nesta segunda-feira em direção a Jerusalém, em Israel, dando continuidade à excursão da qual participam.

“Tanto a Sara quanto a Zélia estão bem e vão concluir em Israel a excursão, que acaba no dia 28. O grupo todo deixou o Egito hoje”, afirmou à Agência Brasil José Primo, tio de Sara e presbítero da Igreja Avivamento da Fé, de Osasco (SP), à qual pertencem as duas brasileiras.

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De acordo com Primo, as mulheres não sofreram agressão e passam bem. “Fizemos vários cultos de agradecimento pela libertação das duas e está tudo em ordem”, afirmou.

As duas turistas foram sequestradas junto a um guia egípcio na região de Wadi Firan, no sul da Península do Sinai, leste do Egito. O ônibus com 45 brasileiros foi interceptado por um grupo de beduínos que viajava em um veículo 4x4. Apenas as duas mulheres e o guia foram levados pelos sequestradores para uma região montanhosa.

Os três reféns foram libertados no domingo, após a mediação de líderes das tribos beduínas da região. De acordo com a agência Mena, a libertação teria acontecido sem que fosse cumprida qualquer exigência dos sequestradores.

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O porta-voz da coalizão de tribos do Sul do Sinai, Yuma Salim Barakat, disse que os xeques tribais teriam se deslocado ao local do incidente imediatamente após saber da notícia, e afirmou que as tribos rejeitam este tipo de sequestros de turistas, que afetam a vida dos moradores da região.

Esse é o terceiro sequestro de turistas na região neste ano. Em fevereiro, beduínos sequestraram três turistas sul-coreanos na mesma região, pouco depois de um crime similar contra duas americanas e um guia egípcio, com a exigência de libertação de companheiros detidos.

As turistas americanas e o guia foram libertados rapidamente e sem ferimentos, assim como 25 trabalhadores chineses que haviam sido sequestrados em janeiro.

A Península do Sinai, desmilitarizada por causa dos acordos de paz de Camp David entre Israel e Egito (1978), transformou-se em um dos principais polos de atração turística do Egito, graças principalmente ao encantamento de sua costa e a centros históricos religiosos. A pouco habitada região abriga a maioria dos resorts egípcios, ao mesmo tempo que é o local de moradia de grande parte da população beduína pobre.

Desde a revolta que derrubou o presidente Hosni Mubarak no ano passado, a região se tornou uma área ainda mais violenta, com ataques a delegacias de polícia e explosões frequentes contra oleodutos que levam gás ao vizinho Israel.

Beduínos têm atacado postos policiais, bloqueado acesso a cidades e feito reféns para mostrar seu descontentamento com o governo do Cairo e para pressionar pela libertação de prisioneiros.

Com EFE e Agência Brasil

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