Brasileiras são 2º maior grupo em cadeias portuguesas

As brasileiras constituem o segundo maior grupo de presas estrangeiras nas cadeias portuguesas, segundo dados da Direção Geral de Serviços Prisionais publicados nesta segunda-feira pela imprensa portuguesa. O número de brasileiras presas em Portugal só é superado pelo de cabo-verdianas.

BBC Brasil |

De acordo com os dados, de 753 presas registradas na Direção Geral de Serviços Prisionais, 227 são estrangeiras, cerca de 30% do total.

Entre estas, a nacionalidade com o maior número de presa é a cabo-verdiana, com 64 presas. Em segundo lugar estão as brasileiras, com 31 detidas, seguindo-se as venezuelanas (19), romenas (16), espanholas (11) e colombianas (10).

Em relação às brasileiras, os dois consulados do Brasil em Portugal informam que a grande maioria não vive no país, mas foi pega ao tentar passar pela alfândega com drogas, as chamadas "mulas", que se arriscam a trasnportar a droga contratada por traficantes.

Presa
O jornal português Público entrevistou uma brasileira do Amazonas, que tentou entrar em Portugal com 2 quilos de cocaína.

Segundo o jornal, a mulher, que não foi identificada, afirmou que estava melhor na prisão do que no "barraco" em que vivia em Manaus, onde fazia comida para vender.

A proposta de levar a cocaína para Portugal teria surgido quando estava em desespero por não conseguir dinheiro para alimentar a si e a seu filho, que nasceu de um estupro.

Ela disse ao jornal que pretendia abrir um restaurante na cidade com o dinheiro do tráfico.

Normalmente, as pessoas que transportam a droga são condenadas a penas de 2 a 6 anos de prisão, com expulsão do país depois do cumprimento da sentença - se não tiverem cometido outros crimes.

Segundo os consulados brasileiros em Portugal, o número de brasileiras presas seria ainda maior do que o indicado pela Direção Geral de Serviços Prisionais.

O consulado de Lisboa registra 29 presas em sua jurisdição e o do Porto, 17. Algumas podem estar fora das estatísticas oficiais por terem dupla nacionalidade e outras por ainda estarem esperando o julgamento em prisão preventiva.

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