Brasileiras denunciam que foram obrigadas a se prostituir na Espanha

Gerona (Espanha), 5 dez (EFE) - A Polícia espanhola deteve quatro pessoas que dirigiam o clube de swing New Iris, em Gerona, nordeste da Espanha, acusados de promover a imigração ilegal e por crimes relativos à prostituição de mulheres - entre elas várias brasileiras - e contra o direito dos trabalhadores. A Polícia informou hoje que a operação, realizada após uma denúncia recebida meses antes de várias brasileiras que afirmaram terem sido obrigadas a se prostituir, terminou com a detenção do dono do clube, Fernando Francisco F., e dos encarregados do local, Carlos Alberto R.

EFE |

S., Diana Vanesa M.P. e Pilar Konstanz M.P.

As brasileiras contaram aos agentes que foram contatadas no Brasil por um casal brasileiro que prometeu trabalho na Espanha no ramo da hotelaria em troca um pagamento de mil euros (US$ 1.200) em conceito de gastos de viagem.

O casal deu o endereço de um suposto restaurante situado em Gerona, onde trabalhariam como garçonetes, e passagens aéreas para Barcelona.

Ao chegar ao suposto restaurante, descobriram que era, na verdade, um clube de swing, onde foram recebidas pelo dono e pela mulher que as contatou no Brasil.

Eles informaram que as jovens precisariam trabalhar exercendo a prostituição, pelo menos até que pagassem a dívida contraída com a organização, que tinha aumentado até três mil euros (US$ 3.700).

Na operação de detenção, a Polícia espanhola identificou cinco clientes, cinco empregados e 20 mulheres que se prostituíam, entre elas dez procedentes da Romênia, três da República Dominicana, três da Espanha, uma do Equador, e outras de Nigéria, Paraguai e Polônia.

Após declarar na delegacia da Polícia de Gerona, os quatro detidos foram libertados com acusações e esperam julgamento. EFE cgi/db

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