Brasileira é deportada da Espanha após agredir namorado

Uma brasileira, cuja identidade não foi revelada pela Justiça espanhola, foi expulsa do país nesta quinta-feira e proibida de voltar durante os próximos dez anos por agredir o namorado. Segundo a sentença judicial do tribunal de Guipúzcoa (nordeste da Espanha), a mulher atacou o namorado, com quem morava na cidade de Lezo, no País Basco, com uma garrafa de vidro cortada e provocou ferimentos nos braços, pescoço e rosto da vítima.

BBC Brasil |

A princípio, o juiz condenou a brasileira a uma pena de cinco meses de prisão por "delito de maltrato não habitual enquadrado na lei de violência de gênero com agravante de embriaguez", como diz a sentença.

Mas, depois de um acordo entre os advogados de defesa e o juiz, a condenação foi substituída pela expulsão e proibição de retornar a Espanha por uma década.

Se neste período ela tentar voltar ao país, será presa imediatamente. Mesmo não desembarcando na Espanha, se ela circular pelo Espaço Schengen (área de livre fronteira de 28 países europeus) a polícia será avisada da sua presença.

Rum
O julgamento da brasileira aconteceu um ano após a agressão.

A mulher morava com o namorado ilegalmente, mas estava dando trâmite à documentação para obter autorização de resistência na Espanha.

Ela teria bebido um litro de rum que a vítima havia comprado para uma festa.

Depois de uma discussão, segundo a sentença judicial, a brasileira quebrou a garrafa de vidro e agrediu o namorado causando cortes leves e hematomas especialmente do lado esquerdo do corpo da vítima, da testa até o antebraço.

O caso de violência, que ganhou destaque na imprensa espanhola nesta quinta-feira, não é uma raridade.

Nos últimos cinco anos as agressões com vítimas mortais dentro dos lares espanhóis aumentaram em 52,9%, de acordo com o Informe de Violência de Gênero, divulgado pelo Ministério da Igualdade.

Entre 2003 e 2008 houve 414 assassinatos de mulheres e homens cometidos por seus companheiros. No fim do ano passado a Justiça decretou 113.500 ordens de proteção para pessoas ameaçadas de morte por cônjuges ou namorados e namoradas.

O caso da brasileira deportada, no entanto, é menos comum, já que apenas 30% dos agressores são mulheres.

No Registro Nacional de Vítimas de Violência Doméstica há mais de 41 mil mulheres fichadas como agressoras, das quais 10.645 foram condenadas pela Justiça.

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