Brasileira é condenada por enganar Justiça suíça

Um tribunal suíço condenou hoje a advogada brasileira Paula de Oliveira a pagar multa condicional por ter enganado a Justiça ao alegar que teria sido vítima de um ataque de neonazistas. Paula de Oliveira também terá que pagar os custos do processo, estimados em R$ 4,2 mil.

Agência Estado |

A multa condicional significa que, se ela descumprir as condições impostas pelo tribunal ou cometer outro crime, terá que pagar cerca de R$ 18 mil, segundo informações dos jornais suíços.

O suposto ataque dos neonazistas, em fevereiro, provocou um clima de histeria pública quando fotos dos ferimentos de Paula apareceram nos jornais. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou o que ele chamou "uma violência enorme".

Paula de Oliveira alegou que os extremistas haviam riscado à faca as iniciais do principal partido de extrema direita da Suíça nas suas pernas e na barriga, o que teria lhe provocado um aborto. Mas testes mostraram que ela não estava grávida como afirmou, e especialistas descobriram que ela mutilou o próprio corpo.

A juíza de uma corte distrital de Zurique disse hoje que não acredita no argumento de defesa da brasileira, de que ela havia perdido a memória, e sentenciou a mulher à multa e a pagar os custos do processo.

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