Brasileira diz a amigos que pode ter abortado antes de agressão na Suíça, segundo blog

A brasileira Paula Oliveira, supostamente agredida por três neonazistas em Zurique, na Suíça, no dia 8 de fevereiro, disse a um amigo que pode ter abortado filhas gêmeas antes da agressão, segundo informou o Blog do Ricardo Noblat. Inicialmente, Paula tinha dito que o aborto foi uma consequência do ataque que teria sofrido.

Redação |


Segundo o blog, Paula teria dito a um amigo, na última quarta-feira, que poderia ter perdidos os bebês anteriormente, porque sofre de lúpus. No entanto, ela também disse que em nenhum momento percebeu alguma anormalidade, algum sinal de que estava abortando.

Na semana passada, a polícia da Suíça afirmou que, de acordo com relatórios médicos, Paula Oliveira não estava grávida. Em comunicado, a polícia afirmou ainda que não está claro se os ferimentos da brasileira foram feitos por agressores ou por ela mesma.


Corpo de brasileira foi marcado com sigla de partido de extrema direita / AE

Em entrevista ao "Fantástico", da Rede Globo, o pai da brasileira, Paulo Oliveira, afirmou que não tem como provar que sua filha estava grávida no momento da suposta agressão.

"A minha situação é de avô. Não conheço nenhum avô que tem a prova de gravidez da filha no bolso. Eu não tenho dúvidas de que minha filha estava grávida. (...) Não vim aqui para fazer uma auditoria na gravidez da minha filha", explicou Paulo.

Ele também rebateu as acusações da polícia suíça, de que a brasileira tivesse provocado os ferimentos nela mesma, e disse que Paula sempre foi uma mulher "equilibrada".

"Minha filha foi uma criança feliz, uma criança equilibrada. (...) Minha filha é uma pessoa tímida, estudiosa, equilibrada. Foi assim que ela conseguiu emprego em uma multinacional e uma vaga aqui na Suíça", afirmou o pai.

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