Brasileira condenada por denúncia falsa terá de sair da Suíça

A brasileira que teria fingido ter sido vítima de uma agressão racista, quando na verdade os ferimentos que ela exibiu para provar a suposta agressão resultaram de automutilação, terá de deixar a Suíça no fim deste mês porque as autoridades locais rejeitaram prolongar seu visto de permanência no país, anunciou nesta quinta-feira o Departamento Cantonal de Migrações.

AFP |

AE
Paula Oliveira estava grávida de 3 meses

Paula disse que estava grávida 

Paula Oliveira, de 27 anos, havia pedido uma prorrogação para seu visto de permanência na Suíça depois de ter sido condenada, em dezembro, pela falsa denúncia .

Segundo o Departamento Cantonal de Migrações, citado pela agência de notícias suíça ATS, o pedido foi negado. Paula apresentou recurso para apelar da decisão, acrescentou a ATS.

A brasileira, que é advogada, denunciou em fevereiro de 2009 ter sido vítima de uma agressão na periferia de Zurique quando voltava do trabalho.

Segundo a denúncia, os agressores, três skinheads, teriam batido nela e a ferido com uma faca.

Ela alegou também que estava grávida de gêmeos havia três meses e perdeu os bebês por causa da agressão. A afirmação foi desmentida depois por exames e análises médicas a que foi submetida . Na época, o caso teve grande repercussão no Brasil.


Corpo de brasileira foi marcado com sigla de partido de extrema direita / AE


Confrontada com suas contradições pela polícia, a jovem acabou reconhecendo que tinha mentido. Oliveira foi condenada em dezembro passado a uma multa por "falsa denúncia".

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