BRASÍLIA - A advogada Paula Oliveira, 26 anos, que na última segunda-feira foi agredida, na Suíça, por supostos neonazistas, precisou ser internada novamente, no fim da tarde desta quarta-feira, de acordo com informações do tio dela, Sílvio Oliveira, que mora em Recife e acompanha o caso pelo telefone. A internação também foi confirmada pelo consulado brasileiro, que não soube informar sobre as condições de saúde da brasileira


A informação foi repassada ao tio pelo pai da advogada, Paulo Oliveira, que se encontra em Zurique, com a filha. Ele disse que ainda não tem detalhes sobre os motivos que levaram Paula retornar ao Hospital Universitário de Zurique, o mesmo que a atendeu depois de ter sido espancada e de ter tido o corpo retalhado por estilete.

Três homens brancos e carecas que pareciam skinheads são suspeitos do crime. Paula estava grávida de três meses de gêmeas e sofreu aborto na mesma noite. Ela contou à polícia suíça que o aborto ocorreu no banheiro da estação de trem de Dubendorf, pequena cidade a cerca de cinco quilômetros de Zurique, onde trabalha.

Nesta quinta, pela manhã, de acordo com o tio da advogada, Paula foi ao hospital para tomar uma medicação para prevenir doenças infecciosas que podem ser causadas pelos cortes de estilete. Ela já estava de alta, após a medicação, Paula voltou para casa. Mas no fim da tarde precisou ser internada novamente, disse o tio.


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