Brasil voltará a ajudar na libertação de reféns das Farc

BRASÍLIA ¿ Após uma reunião com a senadora colombiana da oposição Piedad Córdoba, o assessor especial da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta segunda-feira que o Brasil voltará a dar apoio logístico para a Colômbia na libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Segundo informações da senadora, atualmente há 125 reféns em poder do grupo.

Carollina Andrade |

O governo tem ajudado sempre. Nós já declaramos que o governo está sempre disposto a participar das missões humanitárias como nós estivemos no ano passado em duas ocasiões e queremos reiterar essa disposição, destacou o assessor.

Córdoba se reuniu nesta tarde com Garcia para pedir apoio ao governo brasileiro no processo de libertação de Pablo Emilio Moncayo, sequestrado pelas Farc há mais de 11 anos, e de outros reféns. No último dia 16, a guerrilha anunciou sua vontade unilateral de pôr fim ao cativeiro de Moncayo e pediu à senadora para que integre o grupo de recepção do sequestrado.

Embora o Brasil já tenha declarado apoio à Colômbia, Garcia destacou, no entanto, que ainda não há um pedido formal do governo do país para que a operação de resgate comece a ser definida. Não somos nós quem definimos essa operação. Essa operação é definida na Colômbia e, no momento que houver uma solicitação formal a esse respeito, como houve na outra ocasião, as forças armadas estarão dispostas, completou.

No último dia 4 de fevereiro, três policiais, um soldado, um ex-governador e um ex-deputado foram libertados pela guerrilha após negociações feitas por meio da organização Colombianos pela Paz. O Brasil cedeu dois helicópteros, utilizados nos resgates, além de dezoito militares.


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