Brasil volta à lista sobre drogas dos Estados Unidos

O Brasil voltou a ser incluído pelos Estados Unidos em uma lista de países que as autoridades de Washington consideram produtores de drogas ou que são usados como corredores por traficantes internacionais de entorpecentes. Nos últimos anos, o Brasil vem repetidamente sendo incluído na lista anual sob a alegação de que é usado como rota para as drogas destinadas à Europa e aos Estados Unidos.

BBC Brasil |

A lista americana inclui 20 países: Afeganistão, Bahamas, Bolívia, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Índia, Jamaica, Laos, México, Mianmar, Nigéria, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

Desse total, três - Bolívia, Venezuela e Mianmar - foram destacados como sendo países que "fracassaram de forma demonstrável nos últimos 12 meses em cumprir suas obrigações previstas em acordos internacionais antinarcóticos", estando sujeitos a sanções americanas.

Bolívia
Trata-se da primeira vez que a Bolívia foi incluída nessa categoria.

A decisão americana foi tomada em um momento em que as relações entre os dois países passam por um momento de tensão e o embaixador americano foi expulso do país andino.

De acordo com o secretário de Estado adjunto para assuntos relacionados ao combate às drogas, David Johnson, "a Bolívia continua sendo um grande produtor de narcóticos, e suas políticas oficiais e ações causaram uma deterioração significativa de sua cooperação com os Estados Unidos" nessa área.

"O presidente (Evo) Morales continua a apoiar a expansão de produção "lícita" de coca, apesar de o atual cultivo legal ultrapassar e muito a demanda por consumo legal tradicional e a área permitida, de acordo com a lei boliviana."
Johnson também disse que a cocaína boliviana segue com freqüência para o Brasil e a Argentina, sendo consumida nesses países ou seguindo para a Europa.

Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, decidiu não punir nem a Bolívia nem a Venezuela por causa do destaque na lista e manteve o financiamento americano de programas sociais nos dois países.

Na Bolívia, o governo americano diz dar apoio a programas de desenvolvimento agrícola e de pequenos negócios, de intercâmbio, de treinamento de policiais, entre outros.

Segundo Bush, tais programas são "vitais para os interesses nacionais dos Estados Unidos".

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