Brasil vai pedir criação de fundo para pequenas e médias empresas do Mercosul

Brasília, 27 jun (EFE).- O Brasil, que na próxima semana assumirá a Presidência rotativa do Mercosul, pretende que antes do final do ano seja constituído um fundo de ajuda às pequenas e médias empresas dos países-membros do bloco, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

"Será um fundo formado à parte do setor produtivo que até agora teve mais dificuldades para aproveitar os benefícios do Mercosul", declarou em entrevista coletiva o porta-voz da Presidência brasileira, Marcelo Baumbach.

A proposta será apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula do Mercosul que será realizada na segunda-feira e terça-feira na cidade argentina de Tucumán, na qual o Brasil receberá a Presidência semestral do bloco integrado junto com Argentina, Uruguai e Paraguai.

Baumbach disse que ainda não está decidido com quanto dinheiro pode ser constituído esse fundo para as pequenas e médias empresas, mas destacou que serviria, sobretudo, para aprovar créditos que as companhias contratam para financiar seu desenvolvimento.

Segundo o porta-voz, o Brasil também pretende avançar na chamada "Agenda Social" do Mercosul, abrindo espaço para a participação da sociedade civil e promovendo reuniões de ministros de áreas diferentes das econômicas e financeiras, que são as mais ativas.

Nesse sentido, informou que durante o segundo semestre do ano será realizado em Salvador, capital da Bahia, um encontro de ministros da área social, que se tentará institucionalizar a fim de que haja reuniões anuais ou semestrais.

Baumbach disse que Lula está convencido de que "o Mercosul superou os momentos difíceis vividos há alguns anos", que se "recuperou" e que "hoje vive um de seus melhores momentos como fator de desenvolvimento das economias dos países-membros".

"O comércio para o interior do bloco duplicou nos últimos cinco anos e é forte a tendência de crescimento das importações brasileiras por parte dos países-membros do Mercosul", apontou.

Lula chegará a Tucumán na segunda-feira à noite para participar de um jantar oferecido pela presidente argentina, Cristina Fernández, com quem terá uma reunião privada na terça-feira de manhã, antes da inauguração formal da cúpula.

Segundo Baumbach, a agenda desse encontro será aberta. Lula e Kirchner abordarão diferentes temas das relações bilaterais. "Embora suponhamos que o assunto central sejam as questões de energia", asseverou.

A delegação que acompanhará Lula será integrada pelos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge; da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, e seu assessor para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. EFE ed/ma

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