Brasil vai investir R$ 15 milhões em pesquisa na Antártida

Rio de Janeiro, 18 ago (EFE).- O Governo federal investirá R$ 15 milhões em projetos de pesquisa na Antártida, principalmente em iniciativas conjuntas com outros países latino-americanos, anunciou hoje o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

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Desse total, R$ 12 milhões serão destinados a programas de pesquisa com outros países da América Latina e R$ 3 milhões para projetos de vigilância ambiental na Antártida.

Segundo um comunicado do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o investimento faz parte do chamado Programa Antártico Brasileiro (Proantar), que coordena pesquisas sobre mudanças climáticas, meteorologia e fenômenos antárticos, entre outros assuntos.

A nota acrescenta que o investimento é o maior já anunciado pelo Brasil para pesquisas no continente.

Os pesquisadores, universidades ou centros de estudos interessados em receber recursos oficiais para financiar suas iniciativas têm até outubro para apresentar seus projetos ao MCT.

"Também vamos apoiar pesquisas sobre assuntos geográficos e antropológicos na Antártida", afirmou a coordenadora Geral de Mar e Antártida do MCT, Maria Cordelia Soares Machado.

A maior parte dos recursos deverá favorecer projetos sobre as mudanças climáticas e seus impactos.

"Os cientistas estão interessados em entender como as mudanças climáticas estão afetando a Antártida, como o continente está reagindo a estas mudanças e quais serão as consequências dessas alterações", afirmou o geólogo Antonio Carlos Rocha Campos, integrante do Proantar e pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP).

O aumento do investimento do Brasil em pesquisa na Antártida já tinha sido anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a visita que fez em 2008 à base brasileira nesse continente.

O Proantar, que completou 25 anos em 2008, tem como base a Estação Antártica Comandante Ferraz, localizada na ilha Rei Jorge e que é operada pela Marinha do Brasil, mas que também conta com diversos laboratórios e instalações para atividades científicas.

No ano passado, o Brasil desenvolveu em sua base 19 pesquisas vinculadas à proteção do meio ambiente, uma delas centrada no estudo da camada de ozônio, e outras sobre assuntos como a fauna marinha.

EFE cm/bba

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