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Brasil surpreende mercados com aumento de juros, diz FT

O Banco Central do Brasil supreendeu os mercados ao decidir aumentar sua taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário britânico Financial Times. O jornal comenta que a elevação da taxa decidida na noite de quarta-feira, de 11,25% para 11,75%, foi o dobro do que a maioria dos economistas previam.

BBC Brasil |

"O aumento pôs fim a mais de dois anos de cortes das taxas em meio a crescentes preocupações de que a inflação dos preços ao consumidor excederá a meta do governo neste ano", diz a reportagem.

Para o jornal, a decisão do BC "vai provocar reações irritadas de grupos empresariais e sindicatos, que vinham pedindo seguidamente ao banco a retomada dos cortes da taxa de juros".

Dólar em baixa
O Financial Times observa que a expectativa com o possível corte dos juros já havia levado a cotação do dólar a fechar em seu menor nível em nove anos, a R$ 1,66.

O jornal relata que o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) "disse ter optado por um aumento de 0,5 ponto percentual para promover imediatamente uma parte significativa do aperto monetário que seria necessário para reduzir o risco do crescimento da inflação e reduzir o tamanho do aumento total da taxa Selic".

A preocupação com a inflação, segundo o jornal, é decorrente do fato de que nos últimos dois anos o consumo interno tomou o lugar das exportações como motor do crescimento brasileiro, com um boom de consumo estimulado por desemprego em queda, salários em alta e crédito barato.

A reportagem comenta que "nesta semana, um levantamento regular do BC com economistas do mercado indicou a previsão de que os preços ao consumidor devem subir 4,66% neste ano, ultrapassando a meta do governo, de 4,5%, pela primeira vez".

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