O Brasil sugeriu uma conferência de líderes mundiais para dar o impulso final às estagnadas negociações pela Rodada de Doha de liberalização do comércio mundial, indicou neste sábado, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.

"Durante a discussão, o chanceler Celso Amorim pôs essa possibilidade sobre a mesa", disse Lamy, ao se referir à uma reunião feita no Fórum Econômico Mundial, que ocorre até domingo em uma estação de esqui no leste da Suíça.

"Ninguém disse 'não', mas todos disseram durante a discussão que para isso ser feito, a tarefa que falta ser feita deve ser simplificada, uma lista de 12, 13 questões básicas", acrescentou Lamy.

A Rodada de Doha, lançada em 2001 com a pretensão de ser finalizada em 2005, se encontra bloqueada desde 2008 após negociações frustradas.

Ministros de 15 países e um representante da União Européia (UE), incluindo Austrália, China e Índia, participaram dessa reunião mini-ministerial em Davos.

De qualquer forma, os Estados Unidos, país chave nas negociações, não enviou nenhum representante.

Em uma reunião ocorrida no fim de 2009 em Genebra, os países membros da OMC reafirmaram seu compromisso de terminar Doha em 2010, mas suas palavras não foram acompanhadas por ações concretas, em particular de Washington, acusado pelos países emergentes e em desenvolvimento de bloquear as negociações.

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