Brasil retoma voos para Argentina e Uruguai

Depois de cancelamentos por nuvem de cinzas, GOL e TAM voltaram a voar para Buenos Aires e Montevidéu na tarde desta terça-feira

iG São Paulo |

Depois de suspender voos por conta da nuvem de cinzas expeldidas pelo vulcão chileno Puyehue, que alterou pelo segundo dia consecutivo a aviação civil no Uruguai, Argentina, Chile e Austrália, as companhias aéreas GOL e TAM decidiram retomar decolagens para o Uruguai e a Argentina.

A GOL anunciou ter retomado na tarde desta terça-feira voos para Buenos Aires e Rosário, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai. Em comunicado, a companhia aérea explicou que a decisão foi tomada depois de uma consultoria meteorológica contratada pela empresa ter verificado que "a densidade da nuvem nas áreas a serem sobrevoadas, hoje, é cem vezes menor que o limite internacionalmente aceito para que se realizem operações aéreas". Para informações sobre atrasos em voos para esses destinos, os passageiros podem telefonar para a Central de Relacionamento nos números 0300-115-2121 (Brasil), 0810-266-3232 (Argentina), e 5098-2403-8007 (Uruguai).

A TAM informou à tarde que retomará o ritmo normal de operações de seus voos chegando e partindo de Buenos Aires e Montevidéu, a partir das 17h desta terça-feira. Os clientes da companhia devem ligar para a Central de Atendimento da TAM antes de se dirigir ao aeroporto para verificar a condição de seus voos ou para remarcá-los. Os números são: Brasil 4002-5700 (capitais) e 0800-570-5700 (demais localidades); Argentina 0 810 333 3333; Chile 56 2 6767 900; Paraguai 595 21 659 5000; e Uruguai 000 4019 0223.

Segundo o jornal argentino Clarín, na Argentina, a LAN anunciou que não operará pelo menos até às 18h desta terça-feira. Já a companhia Aerolíneas Argentinas e a subsidiária Austral emitiram um comunicado informando o cancelamento de todos os voos desta terça-feira, com exceção de oito que estariam sujeitos a confirmação.

Na segunda-feira, nenhum avião pousou em Buenos Aires, devido à falta de visibilidade causada pela nuvem de cinzas que chegou na noite de domingo. A emergência obrigou na noite de segunda-feira o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, a chegar a Buenos Aires em um barco proveniente de Montevidéu, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a utilizar a mesma via para se deslocar nesta terça-feira em direção ao Uruguai.

No Uruguai, o aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, registrou apenas três pousos até a tarde desta terça-feira. Foram suspensos os voos das companhias Pluna, GOL, Copa, Taca, Aerolíneas Argentinas, BQB Sol Líneas Aéreas, LAN e TAM. Segundo Laura Vanoli, diretora de Meteorologia e Aeronáutica do Uruguai, a nuvem de cinzas cobriu todo o território uruguaio na segunda-feira.

As emissões do vulcão chileno - que deve seguir ativo por mais uma semana - voltaram a criar complicações na Patagônia. O governo da região chegou a declarar emergência agropecuária nas províncias de Neuquén, Chubut e Río Negro e aprovou uma assistência de entre 10 e 15 milhões de pesos (entre cerca de R$ 3,8 milhões e R$ 5,8 milhões) para os produtores afetados.

A nuvem de cinzas provocou prejuízos importantes ao turismo nas regiões de Bariloche e Villa La Angostura, destino tradicional para milhares de viajantes de todo o mundo, perto do início da temporada de esqui do inverno austral.

Outros países

Além de Uruguai e Argentina, a nuvem de cinzas prejudicou voos com destino para o Chile, Paraguai, Austrália e Nova Zelândia.

Na Austrália, milhares de passageiros enfrentaram, pelo terceiro dia consecutivo, atrasos nos voos devido à nuvem de cinzas. A Qantas e sua filial Jetstar retomaram voos para Melbourne, mas as viagens para a Tasmânia, uma ilha ao sul do país, e para a Nova Zelândia estão paralisados.

Os voos da Qantas, Jetstar e da companhia Tiger para Adelaide, no sul australiano, também foram interrompidos, até que a situação seja avaliada novamente durante o dia. A companhia aérea Virgin retomou os serviços para Melbourne, Tasmânia e Nova Zelândia, com a determinação de voar ao redor ou sob a nuvem de cinzas.

No Chile, todos os voos para Buenos Aires e Montevidéu estavam cancelados no aeroporto internacional de Santiago, enquanto a companhia aérea LAN cancelou também um voo para Sydney. A empresa Qantas suspendeu seu itinerário para Auckland a partir de Santiago, e a série de cancelamentos afetou oito voos programados para Buenos Aires, um para Córdoba e outro para Montevidéu.

*Com AFP

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