Brasil rejeitou receber suspeitos de terrorismo como refugiados

Celso Amorim confirma revelação feita em documentos diplomáticos americanos vazados pelo site WikiLeaks

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, confirmou na manhã desta sexta-feira que o Brasil se recusou a receber como refugiados presos suspeitos de terrorismo “para não importar um problema”.

Segundo documentos diplomáticos americanos publicados no site WikiLeaks, citados nesta sexta-feira pela Folha de S. Paulo, Washington pede desde 2005 ao País que receba alguns dos prisioneiros de seu centro de detenção na Baía de Guantánamo, Cuba.

De acordo com o ministro, que participa de um seminário da Chancelaria no Rio, “houve sondagens efetivas” do governo americano com esse objetivo.

“Algumas eram pessoas suspeitas de terrorismo. O mais normal seria, se eles são inocentes, que encontrassem de volta o seu caminho na vida. Não havia razão para a gente importar um problema que não tem nada a ver conosco”, disse.

Na ocasião do pedido americano, o Brasil não quis receber como status de refugiados esses suspeitos de atividades de terrorismo. Amorim afirmou que, entre os documentos publicados pelo site, não há comunicações diplomáticas “ultrassecretas”.

“Não tem nada ali que seja top secret. Tem coisas que ou a gente já sabia, ou que são interpretações subjetivas de agentes diplomáticos", disse Amorim.

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