Brasil reitera disposição de ajudar a libertar reféns das Farc

Brasília, 27 abr (EFE).- O assessor especial do Presidente da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, se reuniu hoje com a senadora opositora colombiana Piedad Córdoba, a quem reiterou a disposição do Brasil em colaborar com libertações de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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"Já declaramos nosso interesse de participar de missões humanitárias" e "reiteramos essa disposição", mas, "evidentemente, isso deve ser realizado em sintonia com o Governo colombiano", disse García aos jornalistas após se encontrar com Córdoba.

"Na medida em que se consiga a pacificação definitiva da Colômbia, o processo de integração sul-americano será ajudado", ressaltou García.

A senadora colombiana, por sua vez, explicou que sua visita ao Brasil, que se prolongará até quarta-feira, obedece ao desejo de "agradecer" ao Governo de Luiz Inácio Lula da Silva pela ajuda em logística nas duas operações humanitárias que, em fevereiro, permitiram a libertação de seis reféns da guerrilha.

Na época, o Brasil forneceu dois helicópteros usados para receber os reféns das Farc, que agora anunciaram a decisão de entregar, em uma data ainda não determinada, o cabo Pablo Emilio Moncayo, sequestrado há mais de 11 anos.

Para Córdoba, a ajuda brasileira "vai muito além" da mera logística, pois o Governo Lula também "pode desempenhar um papel muito importante em termos da confiança necessária" para que se realize uma operação desse porte.

Segundo a senadora, a operação seria similar às anteriores das quais o Brasil participou, mas também levantou a possibilidade de que "pudesse ser com presença internacional, dos Estados Unidos, por exemplo".

Córdoba disse que, no caso de Moncayo, espera que as Farc ofereçam em breve as chamadas "provas de vida", e que é possível que, também "esta mesma semana, se saibam as coordenadas do local onde está o corpo do major (Ernesto) Guevara", morto em cativeiro.

A senadora se reunirá amanhã com membros do PT e, na quarta, é possível que aconteça uma reunião com Lula, que, segundo disse, ainda não foi confirmada "devido à carregada agenda" do presidente.

Também na quarta, antes de voltar a Bogotá, Córdoba deve participar de uma reunião de uma comissão do Senado, para explicar as dimensões do conflito colombiano. EFE ed/db

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