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Brasil condena veementemente teste nuclear norte-coreano

BRASÍLIA - O Brasil expressou uma condenação veemente diante do teste nuclear realizado hoje pela Coreia do Norte e exigiu que esse país retome as negociações para uma desnuclearização da península de Coreia, informaram fontes oficiais.

Redação com agências internacionais |

Segundo uma nota do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil ainda mantém a "expectativa" de que a Coreia do Norte "se reintegre, o mais rapidamente possível, e como país não nuclearmente armado, ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear".

Além disso, através do comunicado, o governo brasileiro pediu para "assinar, no mais breve prazo, o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT) e a observar estritamente a moratória" nesse tipo de provas.

A nota indicou que o Brasil também "espera" que a Coreia do Norte se reintegre, "com espírito construtivo às negociações" multilaterais abertas em 2003, das quais participam também Estados Unidos, Rússia, Japão, China e Coreia do Sul.

O futuro desse processo já era incerto, devido às tensões geradas pelo lançamento de um foguete norte-coreano em 5 de abril, que levou a uma condenação do Conselho de Segurança da ONU e sanções a empresas vinculadas ao aparelho militar de Pyongyang.

O ministro de Assuntos Exteriores da Coreia do Norte, Pak Ui-Chun, fez no começo de maio uma visita oficial a Brasília, onde o chanceler Celso Amorim expressou a preocupação do Brasil com a delicada situação na península de Coreia.

O comunicado divulgado hoje pelo Itamaraty reitera essa mesma preocupação e "apela a todas as partes para que se abstenham de atos que possam agravar as tensões nos contextos regional e global" nessa delicada região da Ásia.

Teste nuclear confirmado

Pyongyang confirmou hoje, através da agência oficial "KCNA", que realizou um teste nuclear subterrâneo com sucesso e de forma segura, em referência a que não identificou vazamentos radioativos.


Sul-coreanos protestam contra teste nuclear da Coreia do Norte / AP

O regime norte-coreano disparou também três mísseis terra-ar de curto alcance do mesmo ponto no litoral nordeste do país onde lançou um foguete no mês passado, segundo a agência sul-coreana "Yonhap".

A resolução 1.718 da ONU de outubro de 2006 proíbe os testes nucleares da Coreia do Norte.

O Ministério da Defesa russo disse que detectou uma explosão atômica às 21h54 de Brasília no nordeste da Coreia do Norte, e estimou que a detonação poderia ser equivalente a 10 ou 20 quilotons, comparável às bombas que destruíram Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial.

Os analistas receberam com cautela essas estimativas preliminares, já que Rússia superestimou o teste anterior, realizado em 2006, que teve potência de apenas um quiloton.

Os últimos testes levaram o Japão a solicitar uma convocação de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se reunirá às 17h de Brasília de hoje para avaliar a situação.

Comissão Europeia defende reação "firme" à teste nuclear; assista:

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* Com AFP e EFE

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