LÁQUILA - O Brasil afirmou nesta quinta-feira que a meta do G8, formado pelos países mais ricos do planeta, de reduzir em 80% as emissões de gases poluentes até 2050 não tem credibilidade sem uma meta intermediária para 2020.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira que ainda há tempo de acertar as diferenças sobre a questão climática entre as principais potências industrializadas e países em desenvolvimento, informou a Casa Branca.

Obama disse a Lula que é possível avançar antes da reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o novo tratado de mudança climática que será realizada em Copenhague em dezembro, disse a jornalistas o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs depois de encontro de Obama com Lula durante reunião do G8, grupo dos países mais industrializados do mundo mais a Rússia.

Ban Ki-Moon insatisfeito

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, mostrou-se insatisfeito com os acordos climáticos alcançados na quarta-feira, o primeiro dia da Cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia).

O sul-coreano disse aos jornalistas, ao chegar à cúpula, que os objetivos de redução de emissões impostos pelo G8 não são "suficientes", em referência à decisão desses países de reduzir em 80% as emissões de C02 até 2050.

Segundo o secretário-geral da ONU, é "um imperativo moral e político" lutar contra a mudança climática, já que se está vivendo uma "responsabilidade histórica" a respeito do meio ambiente, da humanidade e do planeta.

A ambição dos países europeus de conseguir uma grande redução das emissões foram afetadas pela decisão da China e da Índia de não se comprometer com um objetivo concreto até 2050.

Os dois países mostraram seu ceticismo diante dos pedidos do G8 em temas climáticos durante uma reunião deste grupo, do G5 (países emergentes) e de outras quatro grandes economias realizada em Roma antes da cúpula de L'Aquila.

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