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Brasil quer evitar saída prematura de missão militar no Haiti

A missão de paz das Nações Unidas no Haiti (Minustah), chefiada pelo Brasil e renovada por mais um ano na terça-feira, mostra sinais de evolução, na avaliação da chefe de Divisão das Nações Unidas do Itamaraty, conselheira Gilda Neves. Mas é preciso, segundo ela, evitar uma saída prematura daquele país.

BBC Brasil |

"A ONU já cometeu esse erro outras vezes, sobretudo na África, onde alguns problemas voltaram a eclodir", disse a diplomata.

Ainda de acordo com a conselheira, esse é "o grande dilema" da ONU. "Existe uma pressão dos países desenvolvidos para que as missões terminem logo, pois eles pagam a maior parte da conta", diz.

A representante do Itamaraty diz que o Brasil, se eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança, pretende usar esse fórum para combater a pressão dos países desenvolvidos e defender um compromisso "de longo prazo" no Haiti. A eleição está marcada para esta quinta-feira.

Constituída em 2004 para restabelecer a ordem política no Haiti, a Minustah tem tropas de cerca de 15 países e é chefiada pelo Brasil. De acordo com a ONG Contas Abertas, o governo brasileiro já gastou mais de R$ 700 milhões com a operação desde o início da missão.

Objetivos

Segundo a conselheira Gilda Neves, a meta é de redução das tropas aconteça a partir de 2011.

"Mas isso em um cenário ideal. Sempre há o imponderável", disse a diplomata, citando como exemplo os quatro furacões que atingiram o país nos últimos anos, atrasando a recuperação.

Ela diz que a missão tem tarefas a cumprir antes de deixar o Haiti e que " a principal delas é o treinamento da polícia local". A Polícia Nacional Haitiana (PNH) é o principal grupo de defesa do país, já que as Forças Armadas, dissolvidas em 1994, ainda não foram reconstituídas.

De acordo com a diplomata, oito mil policiais já foram treinados. "Nossa expectativa é treinar 14 mil, afirmou.

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