Brasil, Canadá, Chile e União Europeia enviaram nesta quinta-feira uma carta conjunta a congressistas dos Estados Unidos pedindo o fim de uma brecha legal que poderia gerar US$ 8 bilhões neste ano às indústrias de papel do país.

A carta diz que as papeleiras se beneficiaram de uma medida aprovada em 2007 que oferece isenções de US$ 0,50 por galão para companhias que misturam combustíveis alternativos a combustíveis fósseis. A medida tinha o objetivo de estimular o uso de biocombustíveis pelo setor de transportes do país.

O documento alega que firmas que produzem polpa de papel estão utilizando uma pequena quantidade de diesel, que conta com a isenção fiscal, na substância conhecida como licor negro, um resíduo resultante do processo de separação da pasta celulósica usado para geração de energia.

'Sérias consequências'

''Ao misturar o licor negro com diesel, as companhias de papel acabam criando um combustível que queima mais combustíveis fósseis, criando o efeito oposto ao pretendido pela legislação'', diz a carta.

O documento alega que a brecha dá às companhias dos Estados Unidos uma vantagem competitiva artificial e colocam competidores internacionais em situação de desvantagem.

A principal organização da indústria de papel e celulose negou que esteja promovendo uma superprodução de polpa e afirmou que revogar a medida trará ''sérias consequências'' para empresas e trabalhadores.

''O crédito fiscal apoia geração de energia limpa em um momento crítico em que nossa nação busca aumentar seu atual estoque de energia em meio às maiores dificuldades econômicas dos últimos 70 anos'', disse a American Forest & Paper Association.

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